Imbróglio em Mato Grosso ameaça credibilidade do instituto Vox Populi
21 de Julho de 2014, 08h03
A reação rápida no caso da pesquisa 'Vox Populi' mostrou que as assessorias jurídicas de Lúdio Cabral (PT) e José Riva (PSD) estão atentas e vão dar trabalho ao adversário Pedro Taques (PDT). Conseguiram em questão de horas uma decisão liminar suspendendo a divulgação do levantamento e, caso se comprovem os argumentos apresentados, podem abalar consideravelmente a credibilidade do instituto mineiro.
O grupo de Lúdio reclama da não divulgação de informações obrigatórias, como a metodologia empregada, a margem de erro e o intervalo de confiança. Quer também saber quanto custou e quem pagou a pesquisa. As informações estão no registro feito junto à Justiça Eleitoral, mas não foram divulgadas na reportagem do jornal que encomendou a pesquisa.
Já os argumentos da coligação de Riva são mais contundentes. Eles alegam que o instituto 'Vox Populi' supervalorizou os dados colhidos na Capital com o intuito de manipular os resultados. Se for verdade, o 'Vox Populi' estará entre a cruz e a espada. Terá de admitir que realmente falseou os dados, o que é gravíssimo, ou que errou nos cálculos do levantamento - o que denotaria amadorismo e incompetência.