O que fizemos em 25 anos ?

por JULLYANE SALDANHA

21 de Julho de 2015, 07h17

O que fizemos em 25 anos ?
O que fizemos em 25 anos ?

Adolescentes e crianças, longe do ambiente escolar, muitas perambulando pelas ruas outras em malabarismos nas esquinas ou captadas pelo trafico, são os indicativos de que os 25 anos do Estatuto da Criança e do Adolescente precisa ainda ser repensado; e muito há ainda a ser feito. Acredito que, antes de falar em redução da maioridade penal, que inclusive é assunto de pauta na Câmara dos Deputados, deveríamos buscar com mais vontade as oportunidades de desenvolvimento para as nossas crianças e adolescentes, tentando apontar as soluções ao invés de apenas criticar.

Não podemos aceitar que crianças e adolescentes sejam vistos como um problema a ser simplesmente administrado pelo Estado brasileiro mas certamente devemos percebê-los como indivíduos, em constante processo de evolução e aprendizado, e que precisam de exemplos e orientação dos pais. Eu aproveito e cito um exemplo de 2014, aonde a mãe de uma aluno de escola pública, ingressou com uma ação contra um professor, por ele haver tomado o celular de seu filho, quando o mesmo escutava música durante a aula. Na petição, a mãe alegava que o filho havia sofrido de enorme desgaste físico e mental aliado a um sentimento de revolta. Graças a Deus que o caso, foi julgado improcedente.

Aproveito e apresento o despacho datado de 29 de maio quando ele afirma: "vivemos dias de verdadeira crise de autoridade na educação brasileira. Crise esta causada pelo sucateamento dos estamentos educacionais, aonde a figura de um professor é relegada a um papel pouco expressivo na sociedade. Julgar procedente esta demanda é desferir uma bofetada na reserva moral e educacional deste país, privilegiando a alienação, as novelas, a ostentação, o bullyng intelectivo, o ócio, enfim toda a massa intelectivamente improdutiva que vem assolando os lares do país, ensinando falsos valores e implodindo a educação brasileira", (Eliezer Siqueira Junior).

Os adolescentes, cada vez mais cedo, vão em busca das facilidades, da beleza e do corpo perfeito. Esquece-se de Deus. Administram sem orientação maltodextrina, BCAA, whey, aminoácidos e esquecem das complicações inclusive a sobrecarga dos rins. O artigo 86 - ECA que trata da criação do serviço de localização dos pais é apenas um dos artigos que precisa de evolução e implementação.  A falta de informação é geral. Não sei, por exemplo, se a gosolina que coloco na minha moto é refinada ou formulada, (diga-se de passagem) que a formulada é composta por resíduos de destilação petroquímica, adicionados de solventes, mas rende até 15% a menos. Cada vez sabemos menos sobre mais assuntos. A velocidade da informação é rápida, mas não consistente. E isso reflete em todos os aspectos: na relação entre desemprego, sociedade, violência, e bem estar social; não poderia ser diferente.

 

*Jullyane Saldanha - Especialista em Gestão de Pessoas