AINDA EM GRVE
Sintep-MT ignora decisão judicial sobre uso de crianças em protesto de professores
21 de Julho de 2016, 07h08
O Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Público do Estado (Sintep-MT) está descumprindo a decisão judicial que determinou proibição do uso de crianças em protesto dos professores. Imagens da manifestação desta quarta (20) mostram que crianças e, até mesmo pessoas com deficiência foram, usados pelos sindicalistas. Aparece até criança de colo. Também há imagens de outras, uma delas deitada em um colchão que foi improvisado em uma das calçadas do Centro Político Administrativo (CPA).
Na terça (19), o Tribunal de Justiça, em decisão do desembargador Sebastião de Moraes Filho, determinou que o Sintep-MT retire todas as crianças e adolescentes que estão participando do movimento grevista da categoria. O Judiciário se pronunciou após documentos comprovar que membros do Sintep estão se utilizando de crianças em dia manifestação, conduta, segundo o desembargador, "notadamente inaceitável pela sua exposição a riscos desnecessários", ainda mais tendo em conta a periclitante divergência entre aqueles que paralisam suas atividades funcionais e outros que buscam exercê-las.
A paralização dos profissionais da Educação já dura quase 50 dias. Segundo a pasta da Educação, Esporte e Lazer, 68% da rede aderiram a grave, enquanto 32% dos servidores estaduais estão em plena atividade.
A decisão da Justiça não versa sobre o movimento de ocupação nas escolas, organizado por alunos da rede estadual e por estudantes universitários. Diz respeito apenas à manifestação do Sintep, que realiza protestos diários no CPA e tentou invadir o prédio-sede da Seduc.
Segundo o governo, os servidores da Educação estão tendo reajuste de 14,36% neste ano. O percentual é referente ao aumento previsto na lei de carreira, que é de 7%, e mais 7,36% do Reajuste Geral Anual (RGA), aprovado pela Assembleia Legislativa no mês passado.
A segunda pauta do Sintep-MT é o lançamento de concurso público, que já foi anunciado pelo governo do Estado no início do mês. O Estado também garante que já atendeu a terceira parte, retirando do projeto de PPP os serviços de limpeza, agentes de pátios e merendeiras.
Com informações RdNews