ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA
Polícia Civil prende três acusados de comandarem organização
Quadrilha torturava até menores de idade, filmava e postava os vídeos para intimidar
21 de Julho de 2017, 16h32
Uma operação da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos - Derf em conjunto com a Delegacia de Homicídio e Proteção à Pessoa - Dhpp resultou na prisão de três acusados de tortura, formação de quadrilha, ameaças, constrangimento e lesões corporais. A quadrilha era formada por Júnior de Oliveira Ribeiro, conhecido como Júnior Brook, morador do Jardim Europa; Giácomo Vinícius Ramos da Cruz, morador do Jardim Atlântico; e Sebastião Rodrigo de Sousa Silva, do Parque São Jorge, que foi retirado da Mata Grande para depor na Delegacia. Segundo a polícia civil ele comandava a organização de dentro da penitenciária.
Os acusados tiveram a prisão decretada na manhã desta sexta-feira e até o início da tarde os três estavam da Dhpp da Vila Operária. De acordo com o titular da Delegacia, Thiago Damasceno, os detidos confessaram a participação em todos os crimes que foram acusados e, inclusive, se disseram produtores dos vídeos ameaçadores e de tortura contra outros indivíduos que cometiam crimes e pequenos furtos na região de domínio da quadrilha.
"Os três detidos confessaram que fazem parte de uma organização criminosa e que se algum outro 'ladrão' invadisse a área deles, era torturado. Essas sessões de tortura eram filmadas e espalhadas em redes sociais para intimidar qualquer um que invadisse a região do Jardim Europa, Atlântico e Parque São Jorge", explicou o delegado Thiago.
A Operação Falso Poder iniciou a mais de 30 dias, com denúncias de tortura e ameaças inclusive a menores de idade que cometiam infrações na área dos integrantes da organização criminosa. "Eles chegaram a espalhar a informação de que faziam parte do Comando Vermelho, para amedrontar as vítimas deles. Hoje, com o empenho dos servidores da Derf e da Dhpp conseguimos prender os acusados. Júnior e Giácomo foram detidos em casa e o Sebastião já estava na Mata Grande. Na residência de um deles encontramos cocaína, maconha, LSD e um notebook", disse o delegado Thiago Damasceno.
Os três acusados têm prisão decretada por 30 dias, prorrogável por mais 30. "Enquanto isso vamos realizar todas as investigações e tentar ouvir as vítimas dessa quadrilha. Foi importante essa detenção para inibir as torturas praticadas por eles em nome de uma Organização Criminosa", concluiu o delegado.