Em estudo
Câmara deve convocar sessão extraordinária para votar projeto liberando recursos para Coder
Projeto não foi votado na sessão de ontem e é considerado vital para a empresa; atraso pode cancelar renegociação de dívida milionária
21 de Agosto de 2014, 10h35
A Câmara Municipal deverá convocar uma sessão extraordinária para votar o projeto que autoriza o executivo a abrir crédito suplementar de R$ 5.082.400,00, dos quais R$ 4.355.000,00 destinam-se à Secretaria Municipal de Infraestrutura para pagamento de obras e serviços prestados pela Coder. A informação foi confirmada hoje (21) pelo presidente Ibrahim Zaher (PSD), mas ainda não há uma data definida.
A decisão visa garantir o pagamento de prestadores de serviço, encargos trabalhistas e também da parcela de renegociação da dívida da empresa que vence na próxima terça-feira(26). A dívida, de mais de R$ 40 milhões, foi herdada da gestão anterior e renegociada no ano passado. Caso deixe de pagar a parcela até o vencimento, a renegociação será cancelada e a Coder voltará a ficar impedida de executar obras públicas.
"A situação é muito séria e exige atenção máxima de todos os vereadores. Vamos tentar um consenso para garantir que essa sessão extraordinária ocorra ainda nesta semana. Do contrário, colheremos as assinaturas necessária para realiza-la na próxima segunda-feira (25)", disse Ibrahim.
O projeto entrou na pauta de votação da sessão ordinária de ontem, mas não conseguiu os 11 votos necessários para que tramitasse em regime de urgência e pudesse ser votado no mesmo dia. Dos 21 vereadores, apenas 10 votaram a favor da urgência.
Ibrahim admitiu que o resultado pode ter sido consequência da disputa interna pela eleição da Mesa Diretora da Câmara. No entanto ele acredita que, diante dos riscos existentes para a Coder e para o município, a votação poderá ter um placar favorável na sessão extraordinária.
"Todos os vereadores têm maturidade e responsabilidade para entender que as questões internas não podem se sobrepor aos interesses da população rondonopolitana. Vamos conversar e espero que possamos resolver esse assunto de forma satisfatória o mais rápido possível", disse ele.
Na sessão de ontem manifestaram-se a favor do projeto os vereadores Aristóteles Cadidé (PPS), Rodrigo da Zaeli (PSDB), Reginaldo Santos (PPS), Cláudio da Farmáca (PMDB), Armindo da Caixa (PSD), Thiago Muniz (PPS), Jailton do Pesque-Pague (PDT), Elton Mazett (PSC), Fábio Cardozo (PPS) e Manoel da Silva Neto (PMDB).
Os vereadores Dico (Pros), Olímpio Alvis (PR), Hélio Pichioni (PR), Marcelo Marques (Pros), Fulô (PMDB) e Adonias Fernandes (PMDB) votaram contra o regime de urgência. Mauro Campos (PT) e Thiago Slva (PMDB) preferiram não votar e Roni Magnani (PSD) e Cido Silva (PP) estavam ausentes do plenário no momento da votação. O presidente da casa, Ibrahim Zaher, só vota em caso de empate.
Ao final da sessão os vereadores Roni Magnani e Cido Silva disseram que não puderam estar no plenário durante a votação de ontem, mas garantem que são a favor da aprovação do projeto em regime de urgência.