CRIME ORGANIZADO

MPE aponta que PMs tentaram obstruir inquérito sobre grupo de extermínio

Arma de militar teria sido usada em sete crimes de homicídio.

por GazetaMT

21 de Agosto de 2019, 18h00

MPE aponta que PMs tentaram obstruir inquérito sobre grupo de extermínio
MPE aponta que PMs tentaram obstruir inquérito sobre grupo de extermínio

O Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) deflagrou a operação Coverage na manhã desta quarta-feira (21), e teve como principal objetivo apurar a suspeita de que houve obstrução, por parte de policiais militares, na investigação de homicídios praticados por um grupo de extermínio, alvo da Operação Mercenários, da Polícia Civil.

A operação do GAECO visou cumprir mandados de prisão preventiva, busca e apreensão domiciliar e pessoal contra os policiais militares 2º Ten PM Cleber de Souza Ferreira, Ten PM Thiago Satiro Albino, Ten Cel PM Marcos Eduardo Ticianel Paccola e Ten Cel PM Sada Ribeiro Parreira.

Conforme as investigações, o grupo teria agido para ocultar provas de que a arma de um policial foi usada em três homicídios e quatro tentativas de homicídio.

Os PMs teriam articulado a alteração do registro da arma de fogo, mediante falsificação documental e inserção de dados falsos em sistema da Polícia Militar, a fim de ocultar que na data dos crimes a pistola já estava em poder do tenente Cleber.

Paralelamente, a Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) deflagrou a 3ª fase da Operação Mercenários, onde foram cumpridos três mandados de prisão preventiva contra o Tenente Cleber de Souza Ferreira e dois mandados de prisão preventiva contra Claudiomar Garcia de Carvalho, por crimes de homicídios qualificados em atividade típica de grupo de extermínio.

A Promotoria Militar, por meio de um exame balístico comprovou que uma pistola tipo Glock, 9 mm, pertencente ao tenente Cleber de Souza Ferreira, foi utilizada em 3 homicídios e 4 tentativas de homicídio praticados pelo grupo de extermínio denominado Mercenários.

Os militares alvos do Gaeco, são acusados de crimes de organização criminosa armada, obstrução de justiça, falsidade ideológica e inserção de dados falsos em sistema de informação.