Em debate morno, Ananias faz promessas e coloca culpa de falta de água em gestões passadas
21 de Setembro de 2012, 16h34
O primeiro debate televisivo da campanha eleitoral aconteceu na manhã dessa sexta-feira, 21, na TV Cidade Record, e contou apenas com a presença do atual prefeito e candidato á reeleição Ananias Filho, da coligação Todos por Rondonópolis, e do petista Juca Lemos, da coligação Feliz Rondonópolis para Todos.
Com pouco mais de uma hora de duração, o debate aconteceu em clima ameno, sem maiores ataques ou ofensas da parte de nenhum dos dois postulantes ao Executivo, que responderam perguntas sobre temas como o desenvolvimento econômico da cidade, saúde, educação e segurança pública.
Sem apresentar nenhuma novidade em termos de propostas, o candidato Ananias afirmou ter resolvido o problema da fila de espera de exames de mamografia existentes, com a contratação de um laboratório privado para prestar o serviço e afirmou que a falta de água, que ronda as casas dos rondonopolitanos há alguns meses, seria culpa dos ex-prefeitos da cidade. "A falta de água que ocorre agora é falta de planejamento em outras épocas", afirmou, como que querendo inculcar a culpa do fato a seus concorrente Percival Muniz, que foi prefeito da cidade entre os anos de 1998 a 2004.
Ananias só não citou que após a saída de seu de seu adversário da prefeitura, a cidade foi governada por dois aliados seus: os ex-prefeitos Adilton Sachetti, que era do PR, mesmo partido de Ananias, e José Carlos do Pátio, do PMDB, que hoje pede votos para ele.
Já o candidato Juca Lemos insistiu na tese de que vai cobrar do BNDES a indenização de R$ 1 bilhão pelo impacto sócio-ambiental provocado pela chegada dos trilhos da Ferronorte, que seriam investidos na melhora de vida da população mais carente e afirmou que vai trabalhar pela melhora do transporte coletivo na cidade. "Vamos abaixar o preço da passagem de ônibus, que hoje é de R$ 2,60, além disso vamos implantar o ônibus corujão, que vai transportar as pessoas na madrugada, e implantar a tarifa social de um real nos fins de semana, além de garantir o passe-livre para todos os estudantes", defendeu.
O debate foi marcado pela ausência do candidato a prefeito que lidera as pesquisas eleitorais, Percival Muniz, da coligação A Força da Gente, que argumentou que a emissora que organizou o debate seria ligada ao deputado federal Wellington Fagundes (PR), padrinho político de seu adversário Ananias Filho. A coordenação de campanha de Percival chegou inclusive a emitir um comunicado à imprensa, onde alega existirem "pontos nebulosos" no regulamento do debate e, na eminência de estar sendo atraído para uma armadilha política, ele preferiu se abster de ir ao debate, mas confirmou a participação em debates organizados por outras emissoras de televisão e inclusive na própria TV Cidade, no próximo dia 1.