João César seria nosso 'Celso Daniel'?

por GazetaMT

21 de Setembro de 2012, 02h15

João César seria nosso 'Celso Daniel'?
João César seria nosso 'Celso Daniel'?

Causou comoção geral o covarde assassinato do servidor público João César Domingos da Silva, 35, que concorria a uma vaga na Câmara Municipal pelo PMDB. Centenas, talvez milhares, de pessoas passaram pelo velório dele na noite de ontem (20) na capela da União Familiar, na Vila Operária.

João César atuava no serviço público municipal há anos e, apesar da pouca idade, podia ser considerado um 'histórico' do PMDB. Ele sempre foi filiado ao partido e dedicou boa parte de sua vida à lideranças como o casal Carlos e Teté Bezerra, e o ex-prefeito José Carlos do Pátio - de quem gozava inteira confiança.

Apesar dos amigos influentes e da grande visibilidade que tinha (como servidor público, militante político e candidato), João César foi assassinado de forma vil como se fosse um marginal (coisa que não era). Segundo a perícia, os criminosos o obrigaram a ficar de joelhos antes de executá-lo - o que poderia representar um tipo de 'mensagem' para outras pessoas.

A forma como o crime ocorreu e a condição da vítima levantam fortes suspeitas de que o crime tenha motivação política e/ou administrativa. Não se sabe ainda se a Justiça Eleitoral exigirá a investigação do caso, mas a coerência recomenda que os antigos amigos de João César busquem a intervenção da Polícia Federal para elucidar o mistério. Talvez seja o caso até de acionar ainda o Grupo de Atenção Especial e Combate ao Crime Organizado (Gaeco/MT).

Há algo muito podre nessa história. E só uma ampla, profunda e transparente investigação impedirá a sensação de que estamos diante de uma versão local do 'Caso Celso Daniel'.

 

Leia também:

Prefeitura divulga nota de pesar pela morte de João César e decreta luto oficial de 3 dia

Percival Muniz divulga nota oficial e cobra investigação rigorosa sobre assassinato de João César

Carro de candidato encontrado morto é localizado no Jardim Primavera