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Operário desiste da contratação de Bruno

Sob perda de patrocínios e pressão popular, clube recuou de contrato de ex-atleta condenado por feminicídio

por Robson Morais - De Rondonópolis

22 de Janeiro de 2020, 15h24

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Divulgação

O Operário Várzea-Grandense recuou na contratação do ex-goleiro Bruno Fernandes. Desde a assinatura do então contrato para a atuação do ex-alteta condenado por feminicídio já no campeonato estadual deste ano, o clube mato-grossense vinha sofrendo forte pressão popular, além da perda de patrocínio de marcas importantes para a manutenção financeira da equipe.

Sicredi e Eletromoveis Martinello proibiram o Operário VG de utilizar suas marcas em uniformes ou fazer qualquer associação do clube ao então patrocinador dias após o clube confirmar a assinatura do contrato de Bruno. O ex-goleiro conseguiu autorização da Justiça para desembarcar em Várzea Grande e se apresentar ao clube. Segundo o Operário, o encontro não chegou a acontecer.

Em uma nota curta, o Operário confirmou a recuada na contratação. Abaixo a nota:

Protesto no estádio

Com faixas, cartazes, carros de som e usando roupas pretas um grupo composto por pelo menos 50 mulheres protestaram na noite ontem (21) contra a contratação de Bruno Fernandes. O protesto foi pacífico, aconteceu na porta do Estádio Dito Souza, localizado no bairro Cristo Rei, momentos antes da partida de estreia do clube no Campeonato Mato-grossense de Futebol, contra o Poconé.

"Meu ídolo não é feminicida", “Feminicida não pode ser exemplo”, "#Brunonão", esses eram alguns dos dizeres estampados nas faixas empunhadas pelas manifestantes.

Nas redes sociais, um grupo maior reuniu homens e mulheres de todo o Estado contrários à contratação do ex-goleiro.

Ex-Flamengo

Em 2010, quando atuava pelo Flamengo, Bruno foi condenado a 22 anos e 3 meses pelo assassinato triplamente qualificado e ocultação de cadáver de Eliza Samudio, com quem havia mantido um relacionamento, e pelo sequestro e cárcere privado do filho Bruninho.  Seu corpo nunca foi encontrado.

Segundo as investigações, Bruno e o comparsa Macarrão arquitetaram o assassinato de Eliza e partes do seu corpo teria sido dada aos cachorros do ex-goleiro.