ELEFANTE BRANCO
Janaína sugere colocar “uma pedra” no VLT e vender vagões
22 de Outubro de 2018, 08h22
Se a vergonha foi inevitável, o melhor a fazer com a obra do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) que corta as cidades de Cuiabá e Várzea Grande é colocar "uma pedra" de uma vez por todas. A sugestão é da deputada Janaína Riva -MDB.
Empreendimento bilionário, a obra estava prevista para a Copa do Mundo de 2014. Nunca ficou pronta. Se ficasse, perigava se tornar um belo elefante branco. Inacabada, se tornou coisa pior.
O VLT já consumiu, desde 2014, exatos R$ 1,066 bilhão dos cofres públicos do Estado. Apenas 6 km dos 22 km dos trilhos do VLT foram concluídos. "Mas se fosse eu [como governadora do Estado], sinceramente, colocaria uma pedra de uma vez por todas nessa questão do VLT, tentaria ver o que dar para vender disso daí e fecharia de uma vez por todas essas cicatrizes", afirmou a deputada em entrevista à Rádio Mega FM, nesta semana.
O contrato firmado em 2012 para a realização da obra de implantação do VLT, que prometia melhorar a mobilidade urbana em Cuiabá e Várzea Grande e atender à demanda durante a Copa, foi rescindido pelo governo após a deflagração da Operação Descarrilho, da Polícia Federal, em agosto de 2017, que apontou irregularidades na obra.
O Governo do Estado prometeu lançar uma nova licitação para a obra, cujo orçamento inicial era de R$ 1,477 bilhão.
Enquanto isso, os 42 vagões vão se deteriorando no Centro de Controle Operacional e Manutenção, que fica próximo ao Aeroporto Marechal Rondon, em Várzea Grande. Eles foram comprados quando a obra mal tinha sido iniciada.
Para a manutenção desses vagões e de outros materiais já comprados, o governo gasta R$ 16 milhões ao mês.
Hoje, o VLT de Cuiabá é um verdadeiro monumento ao descaso com o dinheiro público.