PARALISAÇÃO EM DEZEMBRO

Sindicatos ingressam com dois mandados de segurança no TJ para pagamento do RGA

O poder executivo deveria ter feito o pagamento na folha deste mês. Servidores decidiram parar por 24h em dezembro, como protesto.

por Cuiabá, MT - Daffiny Delgado

22 de Novembro de 2018, 10h21

Sindicatos ingressam com dois mandados de segurança no TJ para pagamento do RGA
Sindicatos ingressam com dois mandados de segurança no TJ para pagamento do RGA

O presidente do Sisma, Oscarlino Alves, que entrou com um dos mandados de segurança

O Sindicato dos Servidores Públicos da Saúde de Mato Grosso (Sisma) e a Federação Sindical dos Servidores Públicos de Mato Grosso (FESSP-MT) ingressaram na última semana, com dois mandados de segurança junto ao Tribunal de Justiça, para obrigar o Governo do Estado a pagar a parcela da Revisão Geral Anual (RGA) referente à folha de outubro.

O combinado era o governo a pagar 4,19% da revisão deste ano em duas parcelas: 2% em outubro e 2,19% em dezembro. O que não ocorreu. 

Conforme o líder do Fórum Sindical e presidente do Sisma, Oscarlino Alves, os mandados foram protocolados logo que o Poder Executivo informou que não faria o pagamento.

"Entramos com os mandados de segurança logo que se confirmou o não pagamento da RGA na data prevista. Ele tem caráter liminar e estamos aguardando a apreciação e decisão do juízo para esta reivindicação. É uma lei que foi descumprida e optamos por colocar o Tribunal de Justiça nesta seara", afirmou sindicalista.

A justificativa para o não pagamento é em razão de uma medida cautelar do Tribunal de Contas do Estado (TCE) que proíbe o Governo de quitar a parcela da RGA por causa do estouro do limite previsto na Lei de Responsabilidade Fiscal.

A categoria apontou que o Tribunal de Contas não tem o poder constituído de punir sem o referendo da Assembleia Legislativa.

Eles destacaram ainda que o próprio TCE não considerou as medidas estabelecidas na LRF quando é ultrapassado o limite máximo das despesas com pessoal, que seriam a redução em pelo menos 20% das despesas com cargos em comissão e funções de confiança e/ou a exoneração dos servidores não estáveis.

O Executivo aguarda decisão do Tribunal em um processo que avalia a liberação do Estado para pagar a reposição.

Uma assembleia geral foi realizada na quarta-feira (21), onde servidores de várias categoria decidiram por promover uma paralisação de um dia em protesto pelo não pagamento do reajuste.