QUEBROU BRAÇO DE CRIANÇA
Agente penitenciário preso por torturar criança tem prisão em flagrante convertida em preventiva
Ele já havia sido preso anteriormente pelo crime de violência doméstica.
22 de Novembro de 2019, 08h56

O agente penitenciário Edson Batista Alves, de 35 anos preso por torturar o enteado, agredir a namorada e mantê-los em cárcere privado na quinta-feira (21), teve a prisão em flagrante convertida em preventiva.
A determinação foi da juíza Silvana Ferrer Arruda da 5° Vara Criminal, durante audiência de custódia realizada na tarde de ontem, no Fórum da Capital.
Edson foi preso na noite de quarta-feira (20), após ser acusado de agredir sua esposa e quebrar o braço do filho dela de apenas 6 anos.
De acordo com o boletim de ocorrência, a mulher de 31 anos contou que veio de Rondonópolis há pouco mais de duas semanas, para viver com o suspeito.
No entanto, segundo ela, o homem demonstrou ser uma pessoa agressiva e, passou a lhe agredi-la, a ameaçar de morte e impediu ela de sair do apartamento onde moravam no bairro Alvorada.
A vítima relata que, além de socos e chutes, eram espancadas com fio de carregador, cabo de vassoura e até queimadas com água quente.
O filho da vítima chegou a contar a polícia, que nos momentos em que a mãe era espancada ele fingia estar dormindo. Mas, em uma ocasião o padrasto teria percebido que ele estava fingindo e acabou sendo agredido também.
As vítimas disseram que conseguiram fugir durante um jantar na casa de amigos. Enquanto o suspeito foi ao banheiro, a mãe conseguir sair da casa com a criança.
Consta ainda no b.o, que após a fuga Edson passou a vigiar a base da Polícia Militar para localizar a mulher, ocasião em que ele foi preso.
Edson que já havia sido preso anteriormente pelo mesmo crime e estava sendo monitorado por tornozeleira eletrônica, foi encaminhado para o presídio de Santo Antônio do Leverger.
Histórico
Por meio de nota, a Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp) informou que Edson já foi preso, em maio deste ano, pelo crime de violência doméstica.
Na época, o agente penitenciário que estava lotado no Serviço de Operações Especiais (SOE) do Sistema Penitenciário, acabou sendo removido de suas funções passando a atuar na parte administrativa.
Ainda consta na nota, que devido a prisão o agente também acabou tendo seu porte de arma suspenso.
Integra da nota
A Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp-MT) informa que o servidor Edson Batista Alves teve o porte de arma suspenso cautelarmente, em julho de 2019, em função de ter sido preso em maio do mesmo ano, acusado de violência doméstica. O agente penitenciário também foi removido do Serviço de Operações Especiais (SOE) do Sistema Penitenciário.
Não consta processo administrativo disciplinar (PAD), pois a conduta que motivou a prisão do servidor não foi praticada no exercício da função.
A Sesp-MT reitera que repudia qualquer tipo de violência e não compactua com atitudes deste tipo, praticadas dentro ou fora do serviço público.
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