Combate ao fisiologismo já provoca crise que sinaliza risco ao mandato de Mauro Mendes em Cuiabá
22 de Dezembro de 2012, 09h21
O prefeito eleito de Cuiabá, Mauro Mendes (PSB), nem assumiu e já enfrenta uma crise homérica. Sua tentativa de imprimir uma gestão mais profissional, 'enxugando' a máquina e estabelecendo uma nova estrutura funcional na Prefeitura , tem enfrentado dura resistência entre os 'aliados'.
A contenda ficou pública na última quinta-feira com a renúncia do vice, o deputado João Malheiros. Oficialmente ele abandonou o cargo por considerar que poderia 'ajudar mais Cuiabá' na Assembléia Legislativa. Mas, nos bastidores, a informação é de que ele ficou enfurecido com a impossibilidade de lotear a Prefeitura. Malheiros é do Partido da República, que, em matéria de fisioligismo, só perde para o PMDB.
Mas os problemas de Mauro Mendes apenas começam com a renúncia de Malheiros. É que, com a vacância na vice-prefeitura, o próximo na linha de sucessão será o presidente da Câmara Municipal. A oposição tem maioria lá e, com a posição dúbia do PR, não será surpresa se ocorrerem tentativas precoces de cassação do mandato do futuro prefeito.
Na opinião da coluna, Mauro Mendes está entre a cruz e a espada. Se não promover as mudanças que prometeu na campanha, cairá em descrédito junto ao eleitorado e poderá repetir as gestões medíocres de seus antecessores; por outro lado, se apostar na modernização correrá o risco de deixar a Prefeitura de Cuiabá bem antes do planejado.
Vamos ver no que vai dar...