AÇÃO EFETIVA

Thiago Silva propõe projeto para combater a violência institucional aos direitos de pessoas com deficiência e com autismo

O parlamentar esclareceu que se deparou com o caso da professora Giulyane Santana que foi considerada inapta em concurso da área de educação da Prefeitura de Rondonópolis devido ser autista

por Da redação

22 de Fevereiro de 2024, 15h23

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Divulgação

O deputado estadual Thiago Silva (MDB) apresentou, nesta quarta-feira (21), em sessão plenária na Assembleia Legislativa, o Projeto de Lei que dispõe sobre o combate a violência institucional em decorrência do exercício de direitos às pessoas com deficiência e com transtorno do espectro autista (TEA), no âmbito do estado de Mato Grosso. A proposta assinala que a violação aos direitos do cidadão está ligada a qualquer ação ou omissão – seja no aspecto físico, psicológico, moral e patrimonial – praticada por agente público ou privado.

O parlamentar esclareceu que se deparou com o caso da professora Giulyane Santana que foi considerada inapta em concurso da área de educação da Prefeitura de Rondonópolis devido ser autista. Ele ressalva que a aprovada, que ficou em 1° lugar na categoria de Pessoas com Deficiência (PCD), comprovou o seu potencial para exercer a profissão e garantir o seu direito, para assumir uma vaga no serviço público.

“Me solidarizo com a professora Giulyane que, mesmo com liminar que favorece a sua posse à vaga conquistada, continua no aguardo para ser nomeada. Isso é inadmissível! Ainda mais que estão exigindo novos exames que não estavam previstos no edital do concurso. Temos que combater este tipo de violência institucional e o capacitismo”, posicionou.

A ação do caso da professora está sendo acompanhada pela Defensoria Pública para que ela seja nomeada pelo município. “Temos que valorizar as pessoas de acordo com seus talentos e potencialidades. É importante destacar que há seis anos a professora já atua na área educacional em Rondonópolis, é mais do que justo que ela possa ser nomeada para continuar colaborando com a educação”, finalizou Thiago Silva.

A violência institucional está correlacionada a discriminação, abuso, negligência, preconceito ou maus tratos contra pessoa com deficiência ou com transtorno do espectro autista, especialmente durante o exercício de seus direitos civis, políticos, sociais, econômicos e culturais. As instituições públicas e privadas devem adotar medidas para prevenir, identificar e combater este tipo de ato e se descumprir o que é imposto na matéria em tramitação, poderão ser sujeitos às sanções administrativas, civis e penais cabíveis, conforme a gravidade da violação e de acordo com a legislação vigente.