Legislativo
Demora em licitações deixa vereadores de Rondonópolis sem telefones funcionais
Mesa Diretora disse que está providenciando contratação de operadora de telefone celular e conclusão de novos gabinetes.
22 de Março de 2013, 09h42
A Câmara de Vereadores de Rondonópolis ainda não providenciou telefones celulares para os parlamentares e vários deles não contam sequer com telefones fixos nos respectivos gabinetes. O problema foi causado pela demora nos processos de licitação, que tem ocasionado outras dificuldades na atual legislatura.
A reportagem apurou que a situação é mais grave no novo anexo da Câmara, onde estão os gabinetes dos vereadores Thiago Muniz (PPS), Aristóteles Cadidé (PPS), Roni Magnani (PP), Marcelo Marques (PRB), Rodrigo Lugli (PSDB) e Cláudio da Farmácia (PMDB). Além da falta de celulares e telefones fixos, os gabinetes deles não contam com divisórias - impedindo qualquer privacidade no atendimento aos cidadãos que os procuram na Câmara.
O vereador Marcelo Marques reconheceu que a situação causa transtornos no dia a dia, porém minimizou os prejuízos. "Poderia ser melhor, mas acredito que as coisas vão se ajustar. Por enquanto esta situação não tem impedido o nosso trabalho. Na verdade acho que somos até privilegiados, já que temos um gabinete e uma equipe disponível para atender a população", avalia.
Licitações
Segundo o secretário Legislativo de Administração, Alessandro Brandão, as divisórias estão sendo licitadas. Já a instalação dos telefones fixos dependem da conclusão do serviço de cabeamento, que não havia sido feito.
"O pessoal já está trabalhando nisso e pretendemos resolver o problema o mais rápido possível", afirmou.
No caso dos telefones celulares o secretário explicou que o edital de licitação para a contratação do serviço deverá ser publicado na próxima semana. Alessandro Brandão disse que a demora foi causada porque havia algumas dúvidas sobre a modalidade a ser contratada.
"Fizemos um estudo para verificar a demanda e quais das opções oferecidas pelas operadoras melhor se ajustava às necessidades dos parlamentares. Decidimos pela contratação de um pacote que, além das ligações, garanta também o envio de mensagens e o tráfego de dados para permitir acesso à internet e downloads de arquivos online", informou.
Segundo o secretário, o estudo também determinou algumas mudanças na forma como o benefício é oferecido. Antes cada gabinete de vereador tinha duas linhas de telefones celulares. Agora será uma para cada vereador e a Câmara fornecerá apenas o chip. O aparelho deverá ser adquirido pelo próprio parlamentar
Legalidade
Indagado sobre o assunto, o presidente da Câmara, Ibrahim Zaher, lembrou que, por ser início de legislatura, todos os contratos que haviam na Casa foram encerrados e precisaram ser refeitos pela Mesa Diretora. Isso, aliado ao aumento no número de parlamentares (de 12 para 21), teria causado a lentidão no trâmite das licitações.
"Quem quer fazer tudo certo, dentro da lei, tem que respeitar as normas e se ajustar ao ritmo da burocracia. Estamos empenhados para agilizar a solução dos problemas e faremos isso dentro da legalidade. Contamos com a compreensão dos vereadores e oferecemos todo o suporte necessário para que esses problemas não prejudiquem a atividade parlamentar", afirmou Ibrahim Zaher.