Público e privado

Vereador defende sanção rápida à "Lei das Filas" nas unidades de Saúde de Rondonópolis

Projeto aprovado nesta semana pela Câmara estabelece tempo máximo para atendimento e punições para quem não se adequar

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22 de Março de 2013, 07h47

Vereador defende sanção rápida à "Lei das Filas" nas unidades de Saúde de Rondonópolis
Vereador defende sanção rápida à "Lei das Filas" nas unidades de Saúde de Rondonópolis

Marcelo Marques disse que também já foi vítima da demora no atendimentoO vereador Marcelo Marques (PRB) disse ontem (21) que espera uma sanção rápida do prefeito Percival Muniz ao projeto que regulamenta o tempo máximo para atendimento nas unidades de Saúde no município. O projeto, de autoria do vereador, foi aprovado nesta semana pela Câmara Municipal e depende agora da homologação do Poder Executivo.

"O objetivo é garantir agilidade e qualidade no atendimento às pessoas, seja na rede pública ou nos hospitais e clínicas privados. A fiscalização será feita pelo próprio Procon e também pela Ouvidoria Pública, sem acarretar custos extras para a Prefeitura. Acho que o prefeito vai sancionar e ajudar a colocar a lei em prática", disse o vereador.

Após a promulgação da lei, os rondonopolitanos poderão acionar os órgãos de defesa quando forem obrigados a aguardar mais de 45 minutos por atendimento nas unidades de saúde em horário comercial. O tempo de espera será de uma hora no período entre às 19h00 e as 07h00 e pode chegar até a 90 minutos em vésperas de feriados e finais de semana.

No caso dos órgãos públicos, as reclamações deverão ser encaminhadas à Ouvidoria, que poderá impor sanções administrativas quando confirmadas as queixas. Já os problemas nas clínicas e hospitais particulares ficarão a cargo do Procon, que poderá adotar punições que vão de uma simples advertência, multas de 300 a 500 UFIR's (Unidade Fiscal de Referência) até a suspensão do alvará de funcionamento. A lei prevê um prazo de 90 dias para que as unidades de saúde se adequem às novas exigências.

"O cidadão tem o direito de receber um atendimento digno e cabe aos responsáveis pelas unidades de saúde adotarem as providências para que isso ocorra. Já fui vítima desse problema e também já presenciei casos dramáticos de pessoas que aguardaram até 8 horas para conseguir atendimento. Esta lei pretende acabar com isso", destaca o vereador.

Não há um prazo determinado para que o Executivo sancione a lei. Mas, caso o prefeito se recuse a fazê-lo, a própria Mesa Diretora da Câmara poderá promulgar a lei.

Prioridade
Na conversa com a reportagem do GazetaMT, o vereador Marcelo Marques também criticou o que chamou de 'inversão de prioridades' em Mato Grosso. Na opinião dele, o Governo do Estado e muitos municípios têm desprezado áreas essenciais.

"Na minha opinião a Saúde, a Educação e a Segurança Pública deveriam receber tratamento prioritário, mas não é isso que ocorre. Aqui em Mato Grosso estão drenando recursos desses setores para financiar os preparativos para a Copa do Mundo. Não tenho nada contra o evento, mas acho que a população não pode ser penalizada dessa forma", reclama.

Marcelo Marques também defende que as equipes do Programa de Saúde da Família voltem a atuar conforme as normas originais, visitando os pacientes nas próprias residências. Ele também é favorável a um controle maior sobre o desempenho dessas equipes.

"A eficiência do PSF é fundamental para melhorarmos as condições gerais do atendimento em Saúde. Quanto melhor for a atuação nos bairros, menor será a pressão no PA e também o sofrimento da população", finalizou.