CIDADE DE PEDRA
Greve dos motoristas expõe humilhação que é depender de ônibus em Rondonópolis
22 de Março de 2016, 08h53
Uma manhã de verdadeiro tormento esta a de terça-feira (22). Para quem acorda cedo e depende do transporte público da cidade, um imenso descaso. Funcionários da empresa concessionária Cidade de Pedra se recusaram a pôr os ônibus em circulação.
As filas nos pontos de ônibus foram inevitáveis, e ilustram a dificuldade vivida pelo rondonopolitano desde que o contrato da Prefeitura firmado em licitação com a dita empresa venceu. E, caso não saibas, faz tempo.
Fevereiro de 2014, para ser mais exato. De lá pra cá, o Executivo municipal busca abrir novo certame. A novidade é que agora a coisa parece que vai andar, e sem trocadilho. O projeto de Lei que permite a abertura do processo burocrático passou pela Câmara e foi aprovado pelos ilustres vereadores.
E já não era sem tempo. Verdade seja dita, se vereadores andassem de ônibus não teriam sentado por tanto tempo em cima do tal projeto. Após a aprovação, o Executivo, por meio da Secretaria Municipal de Transporte Trânsito, terá permissão para dar sequência à liberdade.
Liberdade para o Poder Público e principalmente para o povo, que já não aguenta mais a humilhação que é tomar um coletivo fornecido pela empresa Cidade de Pedra. Atraso, lotação, falta de higiene, falta de manutenção e por aí vai. Pegar ônibus em Rondonópolis é ato de coragem.
Também corajosos são os funcionários que organizaram a greve. Tormentos à parte, a manifestação expõe de forma escancarada a falta de responsabilidade da empresa até mesmo com seu material humano. Desta vez, como apurou a coluna, a greve foi motivada por questões salariais.