'Efeito Cassação' pode explicar recusa por cargos na Prefeitura
22 de Abril de 2012, 12h05
Depois de vários dias se recusando a falar sobre a cassação determinada pelo TRE, o prefeito José Carlos do Pátio tocou no assunto em declarações à imprensa e também no discurso público feito na posse da nova diretora da Coder. Mais uma vez ele evitou críticas à Justiça Eleitoral e não comentou a suposta interferência de lideranças políticas no processo. Porém, admitiu que a situação pode ter reflexos administrativos.
"Quando a gente convida alguém para assumir um cargo comissionado e recebe uma recusa fica sempre a impressão de que isso pode ser consequência da cassação. Eu fico pensando, será que não aceitou por outro motivo ou será que é por causa da insegurança causada pela situação?", revelou José Carlos.
Na última semana, o prefeito teve dificuldades para preencher a presidência da Coder e, posteriormente, a Secretaria Municipal de Administração. Esta última será ocupada por Gilson de Oliveira, que por enquanto deve acumular as funções com o cargo de Secretário de Planejamento - que ocupa atualmente.
Se o prefeito estiver correto, a insegurança é compartilhada por gente que já ocupa cargos importantes na Prefeitura. É que entre os que recusaram os convites de José Carlos do Pátio estão o diretor financeiro da Coder, Algacyr Junior (convidado para presidir a empresa), e a a chefe de departamento de infraestrutura da secretaria Municipal de Educação, Railda Nunes Benevenuto (convidada para a Secretaria de Administração e também para a Coder).