Programa ‘MT Integrado’ deve virar herança maldita para próximo governador
22 de Abril de 2013, 17h21
Após fechar um 'acordo' com o Tribunal de Contas do Estado, o Governo de Mato Grosso promete agilizar o trâmite burocrático para iniciar a maioria das obras do programa 'MT Integrado' até julho deste ano.
O projeto é ambicioso. Ao todo serão investidos cerca de R$ 1,5 bilhões em 38 obras, beneficiando 44 cidades de Mato Grosso. A ideia é integrar, via rodovias pavimentadas, os municípios que hoje estão fora da 'rota do desenvolvimento'. O propósito é positivo. O problema, como sempre, está na forma de execução.
Vários especialistas no assunto afirmam que uma iniciativa dessa magnitude deveria ter sido adotada no início, e não quase ao final do governo. Sem tempo hábil, o 'MT Integrado' pode enfrentar problemas práticos, como a falta de mão de obra; e administrativos, como a ausência de servidores para fazer a fiscalização de tantos contratos. Isso, claro, sem falar nos problemas legais relacionados às licenças, certificados e prestações de contas - que podem sempre causar paralisações.
"Vão lançar as obras de olho nas eleições do ano que vem, sabendo que não há tempo para concluí-las. É uma irresponsabilidade", analisou um ex-secretário de Estado ouvido pela coluna.