Boca Fechada
Cachoeira comparece a CPMI, mas se mantém em silêncio
Apesar de dizer que ajudará nas investigações, Carlinhos Cachoeira não respondeu nenhum pergunta a mando da sua defesa
22 de Maio de 2012, 14h57
Convocado à depor na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) na tarde desta terça-feira (22), o empresário Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, usou a constituição para se manter em silêncio.
Por orientação dos advogados de defesa, Carlinhos não respondeu nenhuma das perguntas feitas pelos parlamentares e disse que só irá depor na CPMI após depor na Justiça. "Estou aqui como manda a lei, para responder. Constitucionalmente, fui advertido pelos advogados para não falar nada.", afirmou.
Ele, que em alguns momentos apresentou certa ironia, conseguiu despertar a raiva dos parlamentares, como a da senadora Kátia Abreu (PSD-TO) afirmando que a comissão está fazendo um papel ridículo e sugerindo que a sessão seja administrativa. "Estamos fazendo um papel ridículo, diante deste cidadão que está nos manipulando. Estamos perguntando para uma múmia, que não quer responder", diz Kátia.
O senador Pedro Taques (PDT-MT) por sua vez, quer a quebra de sigilos de empresas ligadas a Cachoeira e da Construtora Delta "Peço à presidência desta CPI que sejam colocados em votação para aprovar os requerimentos para quebra de sigilo das empresas citadas", comenta o senador.
Além disso, Taques também se mostrou descontente com a postura do bicheiro. "Esta sessão não pode se transformar em uma piada. O senhor Carlos Augusto Ramos está muito bem assessorado e não vai falar nada nesta CPI", finaliza o senador.
A sessão foi encerradas às 15h30, o presidente da CPI do Cachoeira, Vital do Rego Filho, anunciou uma nova reunião para a próxima quinta-feira (24). Carlinhos Cachoeira foi levado novamente ao presidio, onde está desde 18 de abril.