Wellington se aproxima de Ananias e arrisca transferir rejeição ao novo prefeito
22 de Maio de 2012, 08h01
“Acho que ele está querendo virar prefeito no tapetão”. O Buxixo ouviu a frase em uma conversa cochichada entre duas importantes figuras do empresariado local. Eles falavam sobre a desenvoltura do deputado federal Wellington Fagundes (PR) na reunião convocada na última sexta-feira pelo prefeito interino Ananias Filho. Um dos empresários cronometrou o tempo de fala das autoridades e garantia que Fagundes foi, de longe, o campeão. Falou muito mais que o próprio prefeito.
Mas a influência de Fagundes não está só no falatório. Ele já emplacou nomes em postos chaves da Administração Ananias, com destaque para a secretaria de Governo e para a direção geral do Sanear. Neste último o escolhido foi Jean Lino, que até então era conhecido por administrar as empresas e também a contabilidade do próprio Fagundes.
Fagundes também teve participação na decisão de três empreiteiras que encamparam a operação tapa-buracos lançada ontem pela Prefeitura. Elas vão ceder máquinas e funcionários para ajudarem na manutenção das vias públicas sem pavimentação, recebendo apenas o combustível utilizado.
Wellington é presidente regional, fundador e líder máximo do PR aqui em Rondonópolis. Esta condição legitima a participação dele como conselheiro e, a rigor, não há nada demais no fato de suas 'sugestões' serem acatadas por Ananias Filho.
Porém, o deputado já tentou ser prefeito de Rondonópolis por várias vezes e a população não permitiu. A rejeição de Fagundes é grande, e seria bom que ele agisse com cuidado para não transferir essa carga ao novo prefeito.