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Vanzeli diz que aceita ir para Coder; sabatina deve acontecer nos próximos dias
A decisão foi confirmada ao prefeito durante uma reunião que o mesmo teve com vereadores na noite da terça-feira, 21
22 de Maio de 2013, 17h44
O vereador Carlos Vanzeli (PDT) aceitou o convite do prefeito Percival Muniz (PPS) e decidiu que vai assumir a presidência da Companhia de Desenvolvimento de Rondonópolis (Coder). A decisão foi confirmada ao prefeito durante uma reunião que o mesmo teve com vereadores na noite da terça-feira, 21.
Para tanto, ele deve se afastar do cargo de vereador e de suas atividades particulares, como de seu escritório de advocacia, das aulas de direito e do programa de televisão que apresenta. O nome dele deve ser enviado em seguida para a Câmara, que deve sabatiná-lo, para testar sua capacidade de conduzir a autarquia.
"Eu aceitei o desafio e sinto que o prefeito deve provocar uma conversa com o atual presidente da autarquia, Ailton das Neves, para que eu possa me inteirar melhor dos trabalhos e da rotina da Companhia. Isso é importante, que haja uma transição e que ela seja tranquila, até para não prejudicar a Companhia, que não vive um bom momento", adiantou Vanzeli.
Ele assumirá a Coder num dos seus piores momentos, quando a autarquia está atolada em uma dívida superior a R$ 42 milhões, provenientes principalmente de parcelamentos de dívidas previdenciárias junto ao Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS), o que a impede de celebrar contratos com órgãos públicos, devido á sua situação de irregularidade previdenciária, que a impede de ter certidões negativas e, consequentemente, de celebrar os ditos contratos, principalmente com a prefeitura, que é a sua maior cliente.
"Tanto eu quanto o prefeito temos a convicção de que a Companhia é valiosa para Rondonópolis, sobretudo para os trabalhadores, que tem lá o seu ganha-pão. Eu sustento a ideia, e essa é uma determinação do prefeito, de que haja uma condução para o salvamento da Companhia, e isso se dá necessariamente por meio da renegociação da dívida que ela tem, principalmente com o INSS, por que a dívida que a Coder tem com fornecedores é administrável. O que ela tem para receber supera inclusive a sua dívida com eles", pontuou.
Anteriormente, Vanzeli já havia declarado que o primeiro passo frente à autarquia municipal seria conseguir a suspensão da cobrança da sua dívida junto ao INSS, para que ela volte a poder contratar serviços com a prefeitura. "Sinto que se conseguirmos, ou política ou judicialmente, a suspensão temporária dessa dívida, eu conseguiria dar regularidade tributária à Companhia e ela voltaria a poder prestar serviços para a prefeitura, que é a sua maior cliente. Dessa forma, conseguiríamos dar uma sobrevida para a Companhia e salvar o emprego de todos que dependem dela".
Com a saída de Vanzeli do Legislativo, a tendência natural seria que o titular da vaga, o agora secretário municipal de Infraestrutura e coordenador do Gabinete de Serviços, Fábio Cardozo (PPS), reassuma o mandato. Acontece que ele está envolvido com diversos projetos que estão em andamento, como a construção de pontes e asfaltamento de bairros e não deve deixar o cargo no Executivo de imediato.
Com esse quadro, é provável que o segundo suplente da coligação de ambos, o defensor público Valdenir Pereira (PSB), venha a assumir o mandato por um período, o que agradaria muito ao seu irmão, o deputado federal Valtenir Pereira, aliado de primeira hora do prefeito Percival Muniz.