Deputado 'aproveita' audiência sobre curso de Medicina para discutir obra de emenda parlamentar
22 de Junho de 2012, 04h00
A julgar pelo volume de críticas, teve efeito contrário a tática usada pelo deputado federal Wellington Fagundes (PR) para reintroduzir o seu malfadado Centro de Apoio à Agricultura Familiar na pauta de temas prioritários para o município. As vítimas - incautos rondonopolitanos que foram nesta semana à Audiência Pública sobre a implantação do curso de Medicina no campus da UFMT em Rondonópolis - já reclamaram e o Buxixo, claro, cuida de fazer o registro.
Como de hábito, Fagundes ignorou o protocolo e, diante de uma platéia atônita, ocupou o microfone para 'aproveitar ' a presença da reitora, Maria Lúcia Neder, e propor que a UFMT assumisse a gestão do Centro de Apoio à Agricultura Familiar. O discurso durou quase meia hora e incomodou até quem já está acostumado com o 'oportunismo' do parlamentar.
Para quem não sabe, o tal Centro foi construído com recursos de emenda parlamentar alocada por Fagundes e, como várias outras 'obras dele', nunca funcionou.
O caso é que, diante de outras prioridades realmente urgentes, é improvável que a Prefeitura ou a UFMT optem agora por investir recursos e esforços naquele 'elefante branco'. Porém, além do incômodo, a intervenção do nobre parlamentar acabou prejudicando também a discussão do assunto que realmente importava aos presentes.
Alguns já suspeitavam que a tal audiência pudesse se tornar num palanque político. Mas, depois do que aconteceu, já há também quem suspeite que há manipulação política no próprio movimento visando a implantação do curso de Medicina.
Toc, toc, mangalô três vezes.