"DESIGUALDADE"

Abaixo-assinado contra retorno das aulas virtuais em MT já alcança mais de 1,6 mil assinaturas

A proposta está tentando derrubar o plano de retomada das atividades de forma não presenciais, apresentado pela Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT)

por Da Redação

22 de Julho de 2020, 09h44

Reprodução
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Um abaixo-assinado criado na internet nesta terça-feira (21) tenta derrubar o plano de retomada das aulas nas escolas estaduais públicas de Mato Grosso, de forma virtual, a partir do dia 3 de agosto, que foi apresentado recentemente pela Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT).

Consta no link da descrição que a ideia é “pressionar” o Governo para reavaliar à medida que irá contar como dias letivos.

O abaixo-assinado alega que a estratégia adotada pelo Executivo é de parte de uma “desigualdade” e “falta com respeito aos estudantes e professores”, além de não leva em consideração que os discentes não têm internet em casa, tampouco computador ou celular para que possam ter acesso às aulas, inviabilizando ainda a chegada das tarefas aos alunos portadores de necessidades especiais.

Contudo afeta o trabalho do próprio professor, alguns inclusive sem computadores e que terão que utilizar meios da própria escola, que segundo o autor das assinaturas “sabemos que são sucateados”.

Ao fim do link pede #AulaOnlinenão e #Anula2020.

Em pouco mais de 24 horas de inscrição, o abaixo-assinado já tem 1.609 assinaturas e objetivo é coletar 2.500, e é apoiado pela União dos Estadual dos Estudantes (UEE).

Atualmente, Mato Grosso é o estado brasileiro que mais registra mortes em decorrência do novo coronavirus (Covid-19). Os hospitais não tem mais disponíveis leitos de Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) e chegou a ser destaque na manhã desta quarta-feira (22), em rede nacional de televisão, por famílias de pacientes que se endividarem em hospitais particulares para tentar resguardar a vida de seus entes. Infelizmente, uma família de Rondonópolis (a 214 km de Cuiabá), perdeu um idoso e ficou com uma dívida milionária da internação.

As aulas online é uma forma, segundo o governo, de democratizar a Educação em tempos sombrios, pois as circunstancias não permitem contato físico no momento.