Mistério

Câmara evita CEI da Travessia Urbana mesmo após decretação de recuperação judicial de empreiteira

O vereador Milton Mutum (PSD) disse que só falará sobre o assunto na próxima semana; nova empreiteira deve assumir a obra nesta quinta-feira

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22 de Agosto de 2012, 19h24

Câmara evita CEI da Travessia Urbana mesmo após decretação de recuperação judicial de empreiteira
Câmara evita CEI da Travessia Urbana mesmo após decretação de recuperação judicial de empreiteira

A Câmara Municipal de Rondonópolis ainda não recebeu nenhum novo pedido para a abertura da Comissão Especial de Inquérito visando apurar irregularidades na obra da travessia urbana. A medida era aguardada principalmente após a decisão da Prefeitura de substituir a empresa que ganhou a licitação, a Objetiva Engenharia - o que aumentou os mistérios sobre a obra orçada em R$ 54 milhões .

A investigação havia sido anunciada pela bancada de oposição que chegou a apresentar uma solicitação, arquivada no mês passado após parecer negativo da assessoria jurídica da Casa. Segundo o parecer, o autor pedido, o vereador Milton Mutum (PSD), fez a solicitação na forma de um 'Projeto de Resolução' enquanto o correto seria apresentar um 'Requerimento'.

O vereador Milton Mutum (PSD) havia prometido corrigir os erros formais apontados pela assessoria e reapresentar o pedido na sessão seguinte, mas vem adiando a medida desde então por vários motivos.

Ontem Mutum conversou rapidamente com a reportagem do GazetaMT e disse que continua disposto a requerer a abertura da CEI. "Não desistimos, mas só poderei falar sobre isso na semana que vem", afirmou o vereador sem dr mais explicações.

Falência e substituição
A obra da travessia urbana começou em 2009 e está orçada em R$ 54 milhões de reais, sendo que R$ 27 milhões já foram pagos e outros R$ 18 milhões estão depositados numa conta da Prefeitura. A maior parte dos recursos, 90%, vem do Governo Federal. O restante é da própria Prefeitura, que também realizou a licitação e tem a responsabilidade de executar e fiscalizar a obra.

O problema mais grave na obra foi detectado no início deste ano, quando o pavimento de um trecho recém-entregue começou a se desfazer. A obra foi então novamente paralisada e um relatório técnico encomendado pelo DNIT apontou várias falhas na execução e também no projeto original. Também foram descobertos problemas em partes da prestação de contas - inclusive superfaturamento de fretes.

No mês passado a obra sofreu outro duro golpe com a decretação da recuperação judicial da empresa Objetiva Engenharia S.A., que ganhou a licitação e desde o início enfrentava problemas para realizar o serviço. A empresa tem dívidas que somam cerca de R$ 19 milhões de reais e foi declarada incapaz de continuar como executora da Obra.

A decisão de substituir a empreiteira foi anunciada na última segunda-feira pelo prefeito Ananias Filho (PR) durante uma reunião política realizada na casa do senador Blairo Maggi. Segundo o prefeito, o contrato será repassada para a empresa Equipav S.A, que deverá assumir a obra a partir desta quinta-feira (23)