Forte com os fracos, mas fraca com os fortes...
22 de Agosto de 2013, 17h25
O Diário Oficial do Município publicou nesta semana o cancelamento de 19 vagas de mototaxistas. A explicação é que os titulares não cumpriram os regulamentos ou sequer compareceram à Secretaria de Transportes e Trânsito para fazerem o recadastramento anual.
A medida está prevista em lei. O problema é que a Prefeitura não tem usado o mesmo rigor legal no que diz respeito aos taxistas. Durante a Exposul, por exemplo, alguns deles chegaram a cobrar R$ 70 reais por corridas entre o Parque de Exposições e o centro da cidade. O valor é absurdo, mas não há notícia de que qualquer um deles tenha sequer sido notificado.
Mas, pior que a falta de fiscalização, é a condescendência demonstrada diante da chamada 'Farra dos Táxis', promovida no final do ano passado. O caso foi denunciado ao Ministério Público, que recomendou o cancelamento das 49 vagas distribuídas pelo então prefeito Ananias Filho nos últimos dias de dezembro de 2012.
Há a suspeita que muitas daquelas vagas foram entregues para 'apadrinhados' políticos. Usando 'laranjas', alguns teriam sido presenteados com até quatro vagas de táxis - que custam cerca de R$ 100 mil no mercado paralelo.
Oficialmente, a alegação é de que a Prefeitura não cancelou as vagas de táxis suspeitas para evitar um 'drama social'. Mas, se isso é verdade, falta explicar porque o tal 'drama' existe para apadrinhados políticos e não para os mototaxistas.