IMPEACHMENT
Senadores do MT preparam lista de perguntas para julgamento de Dilma
22 de Agosto de 2016, 13h52
A presidente afastada Dilma Rousseff (PT) vai ao Senado, na próxima segunda (29), fazer sua defesa no julgamento final do impeachment. Todos os senadores poderão fazer perguntas tanto às testemunhas quanto à petista.
Mato Grosso tem três representantes no Senado Federal. Dois deles, Wellington Fagundes (PR) e José Medeiros (PSD) compõem a Comissão Especial de Impeachment, que se somam aos outros 19 membros. Os três já começam a elaborar o roteiro de questionamentos à presidente afastada.
Medeiros adianta que, apesar de não saber qual será a ordem das perguntas, fará os questionamentos conforme o andamento do julgamento. Entre as perguntas que pretende fazer à Dilma é para saber qual foi a real participação dela no atraso do pagamento do Plano Safra, que fere a legislação e configuram crime de responsabilidade.
"Bom, primeiro vou querer saber se ela mentiu para o povo brasileiro, além de pedir para ela explicar se teve participação ou não no pagamento para o Plano Safra. Vou querer saber se ela construiu uma personagem", comentou Medeiros em entrevista.
O senador Wellington Fagundes (PR) disse que prepara alguns questionamentos, mas antes de expô-los vai ouvir tudo que será colocado durante o julgamento, e irá questionar se houver alguma incoerência na fala da presidente afastada.
"Vou fazer alguns questionamentos, mas vai depender do andamento, do depoimento das testemunhas. Se houver incongruência na fala de Dilma, vou questionar, sim", disse o republicano.
Já o senador Cidinho Santos (PR) ressalta que ainda vai decidir se fará ou não perguntas a Dilma no dia 29.
Dilma disse ao jornal Folha de São Paulo que vai ser julgada sem crime de responsabilidade. "Será a manifestação de uma presidente que irá ao Senado e que está sendo julgada por um processo de impeachment sem crime de responsabilidade".
A decisão de ir até o senado partiu da própria presidente. Seus aliados políticos apoiaram a iniciativa, mas acham que a presença da petista no Senado pode representar um aumento de votos favoráveis ao impeachment.
Cronograma
Rousseff terá cerca de 30 minutos para falar. E na sequência, os 81 senadores poderão fazer perguntas durante o andamento do julgamento.
Com isso, Renan Calheiros, presidente do Senado Federal, adiantou que o processo pode ser concluído até 30 de agosto.
O julgamento de Dilma Rousseff pode ir noite adentro e até se prolongar no sábado e domingo, caso ocorra necessidade.
No entanto, o julgamento vai começar no dia 25, às 9h. Durante quatro dias cerca de 8 testemunhas de acusação e seis de defesa serão ouvidas. No dia 29, às 9h, será a vez de Dilma.
Impeachment
A presidente Dilma está afastada do cargo porque é acusada de diversas irregularidades na gestão. Os deputados federais votaram no dia 17 de abril pela aprovação da abertura do processo de impeachment. Ao todo, 367 deputados foram favoráveis ao impeachment e 137 contrários.
Entre as acusações estãos os decretos de suplementação de crédito editados em 2015 pela presidente Dilma Rousseff e os atrasos de repasses do Plano Safra naquele ano, que ferem a legislação e configuram crime de responsabilidade.
O Banco do Brasil chegou a enviar comunicado ao Senado dizendo que os atos referentes ao Plano Safra foram liberados pelo ministro da Fazenda e não pela presidente. O Ministério Público Federal também concluiu que situação envolvendo o Plano não configura crime. Já os denunciantes suspentam que Dilma é responsável pelas contas do governo.
Com informações RDNews