MUSIVA
Justiça quer demolir boate de filho do ministro Maggi
22 de Agosto de 2017, 11h53
Uma ação movida pela 17ª Promotoria de Justiça de Defesa da Ordem Urbanística e do Patrimônio Cultural de Cuiabá quer demolir a boate Musiva, construída e mantida pelo filho do atual ministro da Agricultura Blairo Maggi -PP. O estabelecimento, consta, foi erguido sobre uma área de preservação permanente, a APP.
O magistrado Rodrigo Roberto Curvo, da Vara Especializada do Meio Ambiente, determinou para o dia 24 de abril de 2018 a audiência de conciliação entre o Ministério Público e os réus da Ação Civil que visa a desocupação e demolição de construções irregulares. Além da casa de shows, são alvos a instituição de ensino Unirondon e a faculdade Cândido Rondon.
André Maggi, filho do ministro, é o proprietário da boate. Na ação proposta pela Justiça, o promotor Gerson Barbosa alega que durante a fase de inquérito não houve manifestação dos envolvidos em firmar um Termo de Ajustamento de Conduta -TAC.
Segundo o MP, a área para a construção foi doada pela União a município de Cuiabá. Todo o terreno foi tomado por empreendimentos comerciais "em detrimento ao meio ambiente", consta.
Caso uma conciliação seja alcançada, o processo será suspenso.
Sodoma
Na segunda fase da Operação Sodoma é investigada, ainda, a compra de um terreno próximo a boate Musiva. A suspeita é de recursos de propina investidos no empreendimento, um total de R$13 milhões. A área também pertencia a André Maggi em sociedade com Gustavo Bongiollo e outros.