CRIME BRUTAL
Delegacia de Homicídios desvenda latrocínio em Rondonópolis
Corpo de pedreiro desaparecido no último domingo foi abandonado em uma zona rural
22 de Setembro de 2016, 07h36
Investigadores da Delegacia de Homicídios de Rondonópolis, a antiga delegacia distrital da Vila Operária, desvendaram um caso de latrocínio (roubo seguido de morte) ocorrido no último domingo (18). Paulo Roberto de Melo, de 47 anos havia desaparecido nesta data. O corpo do homem, um pedreiro, foi encontrado em uma área de zona rural às margens da MT-270, sentido Guiratinga.
Na última segunda-feira (19) pela manhã, familiares de Paulo foram à polícia comunicar o desaparecimento. Além do carro da vítima, eletrodomésticos e outros pertences haviam sumido de sua residência, fato que chamou a atenção dos policiais.
Na quarta-feira (21), o corpo do homem foi encontrado na área rural que margeia a rodovia estadual, encoberto com panos e restos de sofá. Os pés e as mãos da vítima haviam sido amarrados. No corpo, sinais de luta e sufocamento.
Por meio do serviço de inteligência, os investigadores frente ao caso conseguiram rastrear mensagens trocadas dias antes pela vítima com outro rapaz em um rede social. Segundo as informações, Paulo era homossexual e vinha marcando encontros com um jovem menor de idade. Apreendido pelos policiais quando saia da escola, já suspeito de ter arquitetado o assassinato, ele acabou confessando o crime.
À polícia, o menor contou que jamais teve um relacionamento amoroso com o pedreiro, ainda que houvessem se encontrado em outras duas ocasiões. Na data do crime, disse, planejou matar o pedreiro, roubar os pertences e desovar o corpo na região afastada.
Ainda no relato, o menor de idade assumi a autoria do crime e disse ter agido sozinho. Para a polícia, a versão ainda é desencontrada. "Pelo porte físico do garoto, numa situação de luta contra um homem de 48 anos e pela forma como tudo ocorreu, não está descartada a participação de uma terceira pessoa", disse Vinicius Prezotto, um dos delegados frente ao caso.
Outro crime
Na mesma semana, o carro da vítima foi utilizado em outra ação criminosa. O veículo Gol de cor prata teria sido o meio de transporte utilizado por um grupo em um assalto a uma residência, que levou família vitimada a caminhonete e outros objetos de valor.
Para a polícia, o menor de idade envolvido no latrocínio, sozinho ou não, teria trocado o carro por certa quantia de drogas, o que explicaria a utilização do automóvel na segunda ação. "Até este momento não há indícios que possam ligar o primeiro crime ao segundo, apesar do carro ser o mesmo. Mesmo assim, os trabalhos continuam", contou Thiago Damasceno, delegado também responsável pelo caso.