PARALISAÇÃO
Contra reformas federais, professores da UFMT entram em greve
22 de Setembro de 2016, 10h27
Professores da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) irão paralisar as atividades hoje e também na próxima semana, dia 29.
A decisão foi tomada em assembleia geral realizada ontem, e atende à orientação nacional da categoria, que é contra os projetos de lei 257/16 e 241/16, que preveem reformas previdenciária e trabalhista, propostas pelo governo federal.
Durante as paralisações, os professores pretendem participar de manifestações unificadas a outros segmentos de trabalhadores e contribuir na realização do Seminário Defesa da Política Previdenciária e dos Direitos Sociais, que ocorrerá amanhã, com profissionais de diversas áreas e regiões do país.
Durante a assembleia, a categoria avaliou os projetos de leis como "ataques" que estão em curso desde a promulgação da Constituição da República de 1988, mas que haviam sido enfraquecidos no final desde o final da década de 1990.
Dentre o que desagrada estão a redução e o congelamento por até 20 anos dos recursos destinados aos serviços públicos, comprometendo investimentos, concursos públicos e a qualidade dos trabalhos prestados à população.
"Somente com relação ao ensino superior, a previsão orçamentária para 2017 traz cortes na esfera de 45%. Isso pode representar, por exemplo, a condenação do campus da UFMT em Várzea Grande", destacou Reginaldo Araújo, presidente da Associação dos Docentes da UFMT (Adufmat).
Com informações Repórter MT