Repensando

PT se reúne amanhã para discutir eleições em MT e pode retirar apoio à gestão de Percival

Presidente do diretório municipal, Paulo Isaac, disse que cenário eleitoral e participação na Administração vão pesar na decisão

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23 de Janeiro de 2014, 10h50

PT se reúne amanhã para discutir eleições em MT e pode retirar apoio à gestão de Percival
PT se reúne amanhã para discutir eleições em MT e pode retirar apoio à gestão de Percival

Paulo Isaac vai coordenar discussões sobre apoio do PT à gestão municipalO presidente do diretório municipal do Partido dos Trabalhadores (PT), Paulo Isaac, disse ontem (22) que que a legenda está se preparando para rediscutir o apoio político e a participação no governo do prefeito Percival Muniz (PPS). A decisão sobre continuar ou não na base aliada vai depender das articulações visando às eleições estadual e federal e também da disposição do prefeito em abrir espaço para os petistas na administração. A legenda está sem representantes no primeiro e segundo escalão desde que o coordenador do Procon, Juca Lemos, se desfiliou do PT no ano passado.

Paulo Isaac explicou que a aproximação entre o PT e a gestão de Percival Muniz foi definida no final de 2012 e foi determinada por questões que ele considera superadas. "Tínhamos naquele momento a movimentação para a eleição da Mesa Diretora da Câmara Municipal e também um cenário de crise no município. O PT entendeu que devia ajudar a Administração a recuperar a cidade. Depois de um ano o quadro é outro e o PT não pode continuar com uma aliança onde não tem nada. Esta é minha opinião pessoal, mas a decisão final será do partido", disse.

O dirigente disse ainda que amanhã (24) haverá uma reunião do diretório regional em Cuiabá para discutir a sucessão estadual e também a atuação do partido nos municípios. Após isso o diretório municipal e o vereador Mauro Campos, único petista na Câmara Municipal, deverão se reunir para avaliar a situação levando em conta o quadro eleitoral.

"A nossa prioridade é a reeleição da presidente Dilma Roussef. Mas, se não houver incompatibilidade no plano eleitoral, é possível que continuemos apoiando a administração municipal. Porém, neste caso será preciso rever algumas coisas. Penso, por exemplo, que não há sentido em continuarmos com uma aliança onde o PT não tem nada. Os poucos petistas na administração ocupam cargos menores e estão lá a convite do próprio prefeito, não por indicação do partido", destacou.

Paulo Isaac disse ainda que o partido tem quadros qualificados para atuar em áreas como a Educação, Meio Ambiente, Promoção Social e outros setores da Prefeitura. No entanto, ele diz que considera precipitado falar em cargos neste momento.

"Não temos nada definido e seria até deselegante com o prefeito falar em cargos agora. Vamos primeiro analisar todas as questões e após chegarmos a um entendimento dentro do próprio partido procuraremos o prefeito para conversar sobre o assunto", concluiu.