DEBATE
Vereadores discordam sobre parceria do município com Estado em prol do Anel Viário
Elton Mazetti defende ação conjunta e João Mototaxi diz querer ver ação dentro dos bairros
23 de Janeiro de 2019, 14h23
A possibilidade de uma parceria entre o município de Rondonópolis e o governo do Estado em prol da recuperação do Anel Viário Conrado Salles de Brito, que liga Avenida dos Estudantes à MT-130, foi motivo de discórdia na sessão Ordinária de hoje, 23, da Câmara dos Vereadores. Na última semana, equipes da Secretaria de Estado de Infraestrutura e o prefeito José Carlos do Pátio -SD se reuniram para firmar o acordo. Os serviços paliativos contarão com mão-de-obra e acompanhamento custeados pelo município.
Governista, o vereador Elton Mazetti -PSC se pronunciou favorável ao trabalho em conjunto. De responsabilidade do governo estadual, o Anel Viário, problema antigo, tende a se tornar, na opinião do parlamentar, intransitável. "Só quem está perdendo carro e moto ali sabe da dificuldade. Se formos esperar que o Estado resolva não teremos solução de novo", disse. O social cristão prometeu ir a Cuiabá na próxima sexta-feira, 25, acompanhar o andamento da proposta de acordo.
Desde a reunião entre Pátio e Sinfra-MT, a previsão para início dos serviços emergenciais de tapa-buraco no Anel Viário era de 10 a 12 dias. Pelo acordo o Estado arca com os materiais e o município com o custeio da mão-de-obra e acompanhamento dos serviços.
João Mototaxi -PSL pediu aparte. Breve, contrariou o vereador governista. "O que eu quero dizer é que sou contra esta parceria. Quem tem que resolver o Anel Viário é o Governo do Estado. O município tem é ir tapar os buracos dentro dos bairros".
Problema antigo
O Anel Viário tem 35 anos de construção. Pela mais recente situação ocasionada pelas chuvas, a parceria entre Prefeitura e Sinfra é emergencial. "Ontem nos tivemos uma reunião com o secretário de Estado de infraestrutura, o engenheiro Marcelo Oliveira. Nessa reunião ele me perguntou se a Prefeitura poderia ser parceira e nós aceitamos. O Governo está começando agora e tem várias questões pontuais para resolver", argumentou o prefeito Pátio.
Os trabalhos deverão ocorrer no período entre chuvas. A principal preocupação é agilizar as obras com vistas ao escoamento da safra de grãos prevista para este início de ano. Segundo a Sinfra, a operação tapa-buraco tem previsão de início em 10 a 12 dias. "O que a população precisa entender que é um serviço paliativo. O Anel Viário é uma jurisdição do governo do Estado e carece urgentemente de obras definitivas", completou o prefeito.