Assassinato
Caso João César: Polícia Civil retoma hipóteses que haviam sido descartadas
Apesar do limite para resolução do inquérito ter chegado ao fim, as buscas pelos autores do crime continuam
23 de Outubro de 2012, 15h17
Há pouco mais de 30 dias da morte do candidato a vereador João César Domingos da Silva, de 35 anos, a Polícia Civil ainda segue sem solução para o caso.
Apesar do limite para resolução do inquérito ter chegado ao fim, segundo o delegado responsável pelas investigações Claudinei Lopes, da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (DERF), um pedido foi enviado ao Ministério Público para que seja autorizado um novo prazo de 30 a 60 dias para a elucidação da execução. Mas independentemente disso, as buscas pelos autores do crime continuam.
Mas agora, de acordo com Claudinei, todas as hipóteses que antes haviam sido praticamente descartadas, serão investigadas novamente. "Uma diligência positiva trouxe informações importantes. É um crime difícil de ser solucionado. Ele foi morto por volta das 0h em um local pouco movimentado no horário, então fica mais complicado, pois não temos testemunhas presenciais. Por conta disso tivemos que iniciar novamente. Não podemos descartar a linha de investigação de latrocínio [roubo seguido de morte] e os crimes político e passional. E ainda podem surgir novas hipóteses", revela o delegado, que assumiu o inquérito depois de 15 dias das investigações, após o outro ser afastado do caso.
Com o inquérito correndo sob segredo de justiça e quinze pessoas ouvidas em depoimentos, Claudinei conta que espera resolver o caso o quanto antes. "Tem a família, a cobrança da sociedade. Todos querem uma resposta", admite.
CRÍTICAS
As comparações da resolução do caso do assassinato do investigador Alcides Borges da Polícia Civil com o de João são alvo de críticas. "Muitos estão alegando que só porque ele era policial o crime foi desvendado mais rápido. Mas ele conseguiu atingir um dos assaltantes e através dessa ação ficou mais fácil chegar aos criminosos", explica, relatando que todos os crimes são investigados com o mesmo rigor.
EXCLUSIVIDADE
Mesmo não se dedicando exclusivamente a investigação, devido a outras ocorrências do dia-a-dia, Claudinei Lopes revelou que quatro investigadores da Delegacia Regional, mais alguns da Delegacia Distrital de Vila Operária são exclusivos para esclarecer a ação criminosa.
O CRIME
João César Domingos da Silva foi morto com dois tiros na cabeça na madrugada do dia 20 de setembro, às margens do Anel Viário. Segundo a perícia, pela posição do corpo no chão ele estava ajoelhado na hora da execução.
O candidato pelo PMDB tinha era servidor de carreira do município. Até o ano passado, trabalhava como assessor técnico do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Rondonópolis (IPUR).