Expansão
Reitor da Unemat será convocado para dar explicações à AL
Convocação foi solicitada pelo deputado Sebastião Rezende para esclarecer atraso no processo de ampliação da universidade
23 de Outubro de 2014, 06h49
O deputado Sebastião Rezende (PR) defendeu a convocação do reitor da Universidade Estadual de Mato Grosso - Unemat, Dionei José da Silva, para explicar sobre o atraso no processo de ampliação e instalação de dois campi, sendo um em Cuiabá e outro em Rondonópolis. A cobrança foi feita durante a sessão ordinária realizada ontem (22) na Assembleia Legislativa de Mato Grosso.
O parlamentar lembrou que a Casa de Leis deu todas as condições à universidade para a sua ampliação ao aprovar uma emenda constitucional que aumentou o valor dos recursos destinados a ela. Contudo, até agora nada foi anunciado. O projeto garante o repasse de 2% da Receita Corrente Líquida (RCL) do Estado para a universidade. Expectativa é que até 2018 o percentual chegue a 2,5% da RCL.
O discurso de Rezende foi endossado pelo deputado J. Barreto (PR) que destacou a luta pela aprovação dessa PEC. Cobrou a criação dos cursos de Pedagogia, Jornalismo e Direito para atender os estudantes de Rondonópolis e cidades vizinhas. "É importante que o reitor venha aqui na Assembleia para dar explicações sobre a situação da Unemat", disse Barreto, ao questionar também a suspensão do vestibular na cidade da região Sul.
Da mesma forma, o deputado Ademir Brunetto (PT) destacou o quanto lutaram pela instalação do campus de Alta Floresta. E defendeu a sabatina, bem como a implantação do curso de Medicina na região do extremo Norte mato-grossense.
A área da Segurança Pública também foi tema da sessão. O deputado Dilmar Dal'Bosco (DEM) voltou a criticar a falta de segurança que assola o estado. Disse que o governo não demonstra empenho em priorizar o setor. "É difícil de aceitar a incapacidade desse governo que envergonha a todos nós. Não houve comprometimento".
Dilmar também questionou a lentidão instalada para a efetiva abertura do Hospital Regional de Sinop. O processo já se arrasta desde 2008 e ainda não tem data para funcionamento. Segundo o deputado, a unidade tem sido promessa de governo, mas até o momento nem a licitação para a aquisição de gerador de energia foi feita. Também não há equipamentos.
Em aparte, o presidente da Comissão de Saúde da Casa de Leis, Antônio Azambuja (PP), acrescentou que a comissão diagnosticou as dificuldades que as unidades de saúde enfrentam pela falta de recursos e as atribuiu ao governo do estado.