fora do tom

Reginaldo critica falta de sintonia da AL com a população

O motivo da crítica são as Leis que, após aprovadas pelo parlamento estadual, geram polêmica e desconforto para a população

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23 de Novembro de 2012, 08h41

Reginaldo critica falta de sintonia da AL com a população
Reginaldo critica falta de sintonia da AL com a população

O vereador Reginaldo Santos (PPS) criticou a falta de "sintonia" entre a Assembleia Legislativa e a população. O motivo da crítica são as Leis que, após aprovadas pelo parlamento estadual, geram polêmica e desconforto para a população, como é o caso da Lei da Pesca e o pedágio implantado na MT 130.

A lei 9794/12, de autoria do deputado Zeca Viana (PDT), que promoveu alterações na lei 9096/09, foi aprovada em agosto deste ano e proíbe a pesca amadora nos rios mato-grossenses pelo período de três anos e limita a quantidade de peixes que os pescadores podem retirar dos rios. O objetivo seria repovoar os rios.

O novo texto da Lei gerou polêmica e obrigou a AL a promover uma série de audiências públicas em todo o Estado para discutir as implicações econômicas e sociais da aplicação da mesma.

Situação semelhante ocorre agora com o início da cobrança de pedágio na MT 130, rodovia que liga o município às cidades vizinhas de Poxoréu e Primavera do Leste. Sitiantes e pequenos produtores rurais reclamam da cobrança, que segundo eles, inviabiliza a comercialização de sua produção na cidade. O assunto também foi tema de uma audiência tardia da AL na cidade.  

Para o vereador Reginaldo Santos, os deputados aprovam Leis sem a devida discussão com a sociedade, o que acaba gerando problemas para a implementação da dita Lei. "A Assembleia perdeu a sintonia com a  sociedade e resulta nisso: nós termos que buscar saída para os problemas depois da lei já aprovada", disparou.

Para Reginaldo, o problema da escassez de peixes não seria culpa de pescadores profissionais, que são os principais prejudicados pela aplicação da nova lei da pesca. "As pessoas que jogam lixo nos rios e os turistas que levam milhares de quilos de peixe tem mais responsabilidade no caso que os pescadores profissionais", pontuou o vereador.

Já sobre a cobrança do pedágio, o vereador lembra que a praça de cobrança do mesmo fica a menos de dez quilômetros da cidade e onera sitiantes que são responsáveis pelas verduras e o leite que abastecem a cidade. "A Câmara está fazendo seu papel ao buscar saída para os problemas depois das leis aprovadas, mas a AL perdeu a sintonia com a sociedade mato-grossense e de Rondonópolis", finalizou.