Congresso
PPS reelege presidentes e Percival sugere aliança com PR, tendo Wellington como candidato a senador
Congressos do PPS foram realizados na tarde deste sábado em Rondonópolis contaram com representantes de vários partidos
23 de Novembro de 2013, 22h10
Os congressistas do Partido Popular Socialista (PPS) optaram pela manutenção dos atuais dirigentes da legenda em Rondonópolis e Mato Grosso. Em votação unânime por aclamação na tarde deste sábado (23), eles reelegeram o prefeito Percival Muniz para a presidência do Diretório Regional, e a irmã dele, a empresária Ádria Muniz, para a presidência do Diretório Municipal. Os congressos foram realizados na sede da Câmara Municipal de Rondonópolis e contaram com a presença do senador Pedro Taques (PDT), do deputado federal Wellington Fagundes (PR) e dirigentes de vários partidos. O prefeito de Cuiabá, Mauro Mendes, teve problemas de agenda e enviou um representante.
A programação foi aberta por volta das 14 horas com o Congresso Municipal, onde o destaque foram os discursos defendendo a participação na chapa majoritária e também o lançamento de candidaturas próprias em Rondonópolis para deputado estadual e deputado federal. Além dos vereadores Reginaldo Santos e Fábio Cardozo, cotados para disputar cadeiras na Assembleia Legislativa, também foram citados como possíveis candidatos o vereador Thiago Muniz e a secretária de Educação, Ana Carla Muniz.
"Não podemos nos acovardar. Pelo tamanho do nosso partido e da nossa militância, precisamos ter candidatos aqui e oferecer alternativas para a sociedade", defendeu o vereador Reginaldo Santos.
Na composição da direção executiva do diretório municipal a principal mudança foi a entrada do suplente de senador, José Medeiros, na vice-presidência - cargo que anteriormente era ocupado por Wellignton Portela.
A presidente reeleita considerou que o apoio dos congressistas demonstra um reconhecimento do trabalho realizado e também aumenta a responsabilidade do diretório municipal.
"O Congresso foi um sucesso de participação, confirmando que o partido vive hoje um de seus melhores momentos em Rondonópolis. Agora é aprofundar as discussões levantadas pela militância e continuar trabalhando pelo crescimento do partido e da nossa cidade", disse Ádria Muniz.
Alianças
Logo após a eleição do novo diretório municipal, foi realizado o Congresso Regional do PPS, com a participação de representantes de vários municípios de Mato Grosso. Os congressistas aprovaram o novo diretório e autorizaram o secretário geral, Antonio Carlos Máximo, a fazer a composição do restante da direção executiva, sob a presidência de Percival Muniz.
Durante o Congresso as principais lideranças do PPS reafirmaram a disposição de manter o bloco 'Mato Grosso Muito Mais' (PPS-PSB-PV e PSB) e apoiar a candidatura do senador Pedro Taques (PDT) ao Governo do Estado. No entanto, Percival Muniz disse que é preciso refletir sobre a necessidade de ampliação do bloco.
"O Pedro (Taques) é o candidato natural do grupo e acho que podemos até ganhar sozinhos. Mas, para governar, precisaremos ampliar a base", alertou.
Muniz disse ainda que todos os partidos tem pessoas boas e ruins e que Taques tem total liberdade para articular alianças. Ele também sugeriu que o diálogo inclua o Partido da República, que hoje integra a base do governador Silval Barbosa (PMDB).
"Podemos dar a vaga de senador para o Wellington Fagundes e eles (PR) seguram o Blairo. O Pedro Taques está pronto para disputar com qualquer um, mas sem o Blairo acho que fica mais fácil", disse ele referindo-se ao ex-governador e hoje senador republicano que é cotado como uma das alternativas na disputa pelo governo. "É claro que esse é apenas o início do debate. Temos um caminho longo pela frente e estou apenas apresentando uma sugestão", concluiu Muniz.
O senador Pedro Taques disse que pretende dialogar com as outras legendas, mas que prefere não 'fulanizar' a questão. "Mais do que partido, ou a definição de nomes, precisamos no momento discutir o futuro de Mato Grosso", declarou.
Já Wellington Fagundes disse que se sentiu honrado e que a hipótese levantada por Percival Muniz deve ser discutida nas instâncias partidárias.
Além do PR e do PDT, também participaram como convidados do Congresso do PPS dirigentes do PSD, PV, PSC, PSB, PSDB e Democratas.