MEIO AMBIENTE

Sesc Pantanal contribuiu com debates sobre clima e qualidade de vida na COP 30

Experiências do Polo Socioambiental foram destacadas em painéis e debates sobre saúde, áreas naturais e resiliência socioambiental

por Da redação

23 de Novembro de 2025, 12h00

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Divulgação


A Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP) 30, realizada pela primeira vez no Brasil, em Belém (PA), discutiu caminhos para enfrentar a crise climática global, com atenção especial à Amazônia. Mas o encontro também abriu espaço para outros biomas, como o Pantanal, grande conjunto de áreas úmidas que são fundamentais e estratégicas para o enfrentamento das mudanças climáticas. 
 
No painel "Bem-estar no Sistema Comércio: o papel da promoção da saúde frente às mudanças climáticas", realizado na Casa Brasil, o Sistema CNC-Sesc-Senac, por meio do diretor-geral do Departamento Nacional do Sesc, José Carlos Cirilo, da gerente-geral do Polo Socioambiental Sesc Pantanal, Cristina Cuiabália e do gerente do Programa Saúde no Departamento Nacional do Sesc, Victor Coutinho, apresentou as principais ações desenvolvidas pela instituição, especialmente por meio do Polo Socioambiental Sesc Pantanal.    
 
Segundo a gerente-geral do Sesc Pantanal, Cristina Cuiabália, a participação reforçou o compromisso do Sesc com a conservação das áreas naturais, essenciais para promoção da saúde e bem-estar social “A COP é um espaço de pactuação global. Participar do evento significa mostrar o fazer do Sesc em seus 80 anos de história, sendo 30 dedicados efetivamente à ação socioambiental, e compartilhar práticas que contribuem para esse esforço coletivo”, afirma.   
  
Durante o evento, o Sesc Pantanal também levou as ações integradas realizadas nas áreas da conservação ambiental, pesquisa científica, educação, ecoturismo, saúde e cultura, alinhadas ao conceito de Saúde Única, que considera a saúde humana, animal e ambiental diretamente interligadas, como uma só saúde.   
 
O Polo Socioambiental Sesc Pantanal abriga a maior Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) do Brasil, protegendo cerca de 1% de todo o Pantanal. O dado ganha relevância diante de um cenário em que apenas 5% da área total do bioma está inserida em áreas de conservação públicas e privadas. A instituição também atua em prevenção de incêndios, manejo de áreas naturais e iniciativas de adaptação climática junto às comunidades.   
  
Cristina destaca que a discussão sobre o Pantanal é urgente. “Falamos de um bioma que enfrenta secas e incêndios severos, mas também de um território de oportunidades e soluções replicáveis. O Pantanal precisa ser reconhecido como área prioritária nessa busca global por respostas à crise climática. Acreditamos que há saída e que ela passa por estratégias como as que já estamos realizando no bioma”, enfatiza.    
  
Além do painel na Casa Brasil, o Sesc Pantanal também integrou o debate “Áreas naturais como estratégia de enfrentamento às mudanças climáticas - Oportunidades e desafios para o setor privado”, realizado no Sesc Teatro Casa Isaura Campos. A participação ampliou o diálogo sobre o papel das instituições privadas na manutenção de reservas naturais, na redução de vulnerabilidades climáticas e na promoção do bem-estar em áreas urbanas e rurais.  
 
 
Ações Concretas  
 
 
A exemplo das discussões realizadas na COP 30, o Sesc Pantanal apresentou exemplos de soluções já em andamento no território. Entre elas, as ações de segurança hídrica desenvolvidas com comunidades rurais de Poconé (MT), onde períodos de estiagem têm se tornado mais severos.   
   
Em parceria com a Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), o Polo construiu duas cisternas, com capacidade para 17 mil litros cada, para captação de água da chuva. Essa tecnologia social contribui para a autonomia das comunidades no período da seca. A primeira cisterna, na comunidade Capão de Angico, e a segunda, instalada em 2024 na instituição social Nympho de Paula Correa, hoje atendem crianças, moradores e produtores rurais.   
 
“É uma solução simples, eficaz, acessível e que promove autonomia e dignidade. A falta de água impactava consideravelmente o modo de vida das comunidades. Agora, essas comunidades têm uma alternativa viável para enfrentar momentos de insegurança hídrica mesmo em longos períodos de seca”, lembra Cuiabália.   
 
  
Sistema Comércio na COP 30   
 

A programação do Sesc na COP30 integrou a agenda ampliada do Sistema Comércio (CNC, Sesc, Senac, Fecomércio e sindicatos empresariais), que reúne atividades voltadas à cultura amazônica, sustentabilidade, negócios ecoeficientes e segurança alimentar. A iniciativa contemplou painéis sobre justiça climática, áreas verdes, economia circular e inovação social, além de apresentações musicais de artistas paraenses, oficinas, gastronomia regional e ações educativas do Sesc Mesa Brasil na Green Zone.  
  
As atividades ocuparam diversos espaços da instituição, como a Jambu Arena (Sesc Doca), o Sesc Teatro Casa Isaura Campos, o Centro de Cultura e Turismo Sesc Ver-o-Peso e o Sesc Casa de Artes Cênicas, reforçando o compromisso do Sistema Comércio em promover diálogo, cultura e desenvolvimento sustentável durante a COP30.