1º ano de Brasília

Sachetti faz prestação de contas sobre seu mandato e avalia atuação do governo e da bancada

Parlamentar disse não ter projetos para 2016 e que governo estadual está atuando de forma invejável frente à crise

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23 de Dezembro de 2015, 08h43

Sachetti faz prestação de contas sobre seu mandato e avalia atuação do governo e da bancada
Sachetti faz prestação de contas sobre seu mandato e avalia atuação do governo e da bancada

O deputado federal Adilton Domingos Sachetti reuniu a imprensa de Rondonópolis ontem (22) no seu escritório particular para fazer uma análise do seu mandato, mas também falou sobre suas aspirações para Rondonópolis, as eleições em 2016, projetos do seu partido (Partido Socialista Brasileiro) e um pouco das dificuldades que passou recentemente em família.

Cogitado como pré-candidato à Prefeitura de Rondonópolis, Sachetti disse que a probabilidade de concorrer à administração está descartada, mas que seu partido já pensa em alguns nomes, porém, que é muito cedo para falar sobre o assunto. Quanto ao apoio a uma possível candidatura do senador José Medeiros, foi pontualmente contra, alegando que Medeiros deveria continuar no Senado, pois sua saída seria uma afronta à sociedade, porém alegou que são parceiros e que se ajudam na medida do possível.

Confirmando a notícia ventilada na semana sobre emenda de R$800 mil reais para a região do Cidade de Deus, o deputado disse que o dinheiro ainda não está na conta, mas sua assessoria fez todo o trâmite legal, e mesmo não gostando de criar expectativas, acredita que até amanhã o recurso será empenhado e trará benefícios como infraestrutura de asfalto e galeria.

“Tivemos R$4,8 milhões como possibilidades de indicar emendas neste ano, R$800 mil decidi indicar para Rondonópolis e o restante para demais outros oito municípios que tive voto, sendo todas elas voltadas para a saúde”, destaca o deputado que ainda afirmou que Rondonópolis, seu maior “curral eleitoral”, será privilegiada com emendas todos os anos do seu mandato, além dos programas já previstos, e para ser justo, as demais localidades que obteve voto, conforme seu critério também serão contempladas em menor frequência.

Conforme o parlamentar, as emendas impositivas foram destinadas para um total de 20 municípios, variando de R$150 à RS700 mil. Para Rondonópolis foi encaminhado no orçamento aprovado este mês, R$ 1 milhão para Santa Casa, Cuiabá foi contemplado com R$1 milhão também para a sua Santa Casa e mais R$1 milhão para o Hospital do Câncer, o restante foi pulverizado no estado.

“Também indicamos emenda de bancada, totalizando R$15 milhões para segurança pública destinado para construir novas delegacias na cidade. Também houve a indicação, mas isso não significa a realização de R$ 15 milhões para terminar o autódromo de Rondonópolis”, destaca o deputado que disse ficar inseguro em fazer esses anúncios, uma vez que pode não acontecer devido às dificuldades políticas do país.

Brasília - Na avaliação de Sachetti, o primeiro ano de mandato foi entusiasmante, a Câmara tomou posições, fez histórias, se tornou independente do executivo, mas a situação política do país bagunçou a casa. Para 2016, o parlamentar disse não ter projetos, e que o trabalho atual é reduzir o número de leis para que a vida do cidadão fique mais fácil e que essa é sua bandeira nomomento.

“Temos que trabalhar para melhorar as leis que temos e excluir parte delas. Temos que dar segurança jurídica, tem muitas leis que se contradizem no parecer jurídico. Nossa lei é muito fracionada. Temos que reduzir a burocracia, estamos numa aspiral negativa. Os outros países estão fazendo dever de casa”, exemplificou o deputado comparando o Brasil ao “país irmão”, o Paraguai, que está anualmente recebendo empresas brasileiras devido as menores taxas de imposto e clarezas jurídicas.

Sobre as discussões do impeachment da presidente Dilma Roussef, Sachetti diz ser favorável, pois acredita que a presidente cometeu falhas, mas que ela tem que ter a chance de se defender conforme as leis da democracia. Para ele, a confusão entre Eduardo Cunha e Dilma, favoreceu a incompreensão dos brasileiros frente ao assunto. “Tem um monte de comunista dizendo que o impeachment é golpe, mas não é, é um evento legal, constitucional, que afasta o presidente caso ele fira leis. Na minha opinião, ela cometeu erros sim, mas não podemos meter o prego nela e nem no Cunha. Temos motivos suficientes para ela ser impeachemada, porém temos que dar a oportunidade de defesa e no processo, mediante os trâmites legais, ela e o até então presidente da Câmara dos Deputados responderá”.

Companheirismo foi a definição de Sachetti quanto a atuação da bancada do Mato Grosso na capital federal. “Muito companheira e unida, apesar de conquistar poucas coisas, mas o apoio da bancada nunca faltou no pleito, inclusive nas questões regionais. Neste momento, temos que entender isso, somos deputados do estado, sendo assim, temos que nos ajudar independente de partido, deixar a vaidade política. Mesmo na oposição, muitas vezes eu voto em favor do governo, pois entendo o que é necessário ao país. O governo tem errado muito, mas não em tudo, e temos que pensar na sociedade e assim temos feito.

Família - De forma emocionada, o deputado relembrou momentos difíceis que passou ao lado da esposa, Rose Sachetti que está enfrentando uma Leucemia e necessitou de doações de medula. Ele agradeceu a campanha e o empenho de todos que abraçaram a causa que resultou em dois dias, na maior ação de doação já realizada no país. O parlamentar disse que ela já encontrou o doador e está se preparando para cirurgia. Para ele, a luta dela frente à doença é um desafio, mas com o aparecimento do doador com uma boa taxa de compatibilidade, família e equipe médica estão confiantes nos resultados. 

Com a saúde em questão, Sachetti disse que no Brasil esse assunto é quase uma ilusão, que não devemos esperar uma saúde pública de primeiro mundo, uma vez que a arrecadação per capita do brasileiro é muito baixa. Ele novamente comparou o país com outras localidades como Inglaterra e Canadá, demonstrando numericamente que nesses lugares a arrecadação é cinco vezes maior e que por isso lá a saúde é exemplar, mas reconheceu avanços nos últimos 20 anos no setor, principalmente na saúde básica e na expectativa de vida, porém limitou as condições de melhoria ao limite financeiro para sustentar melhores atendimentos.