Crise política deve complicar reta final da gestão de Silval Barbosa
23 de Fevereiro de 2013, 09h08
Dois fatos políticos ocorridos nesta semana deixam claro que já está aberta a corrida rumo a 2014. E tudo indica que a maior vítima pode ser o próprio governador Silval Barbosa.
O primeiro ocorreu na Assembléia Legislativa, onde lideranças do PSD e do PR entraram em confronto aberto. O segundo fato foi registrado em Brasília, com a consulta feita pelo senador Blairo Maggi e seus suplentes sobre a possibilidade de deixarem o PR sem perderem os respectivos mandatos.
Juntos, esses fatos trazem algumas confirmações e muitas hipóteses novas. Ficou claro, por exemplo, que não há unidade na base de apoio formada para apoiar o governo de Silval Barbosa. Há, no máximo, uma cumplicidade frágil - agora comprometida pela gula dos partidos que exigem cada vez mais cargos e poder.
Por outro lado, as trocas de acusações e as defecções também sugerem que os apoiadores de Silval já anteveem o fracasso de sua gestão. Temendo o resultado das urnas, buscam desculpas e saídas capazes de evitar que o insucesso do Executivo resulte em derrotas em 2014.
Se a tática usada pelos aliados (?) para enganar os eleitores dará certo, ninguém sabe. Porém está claro que a reta final da gestão de Silval Barbosa será marcada por solavancos e muita, muita pressão dos 'feudos' que ele mesmo montou em seu Governo.
É aguardar e conferir.