Atirando: Rufino cobra dívida do Governo e critica falta de transparência em contrato com TV
23 de Março de 2014, 13h02
A decisão do presidente do União Esporte Clube, Carlos Rufino, de deixar o cargo e antecipar as eleições para a escolha da da nova diretoria deve marcar o início de um novo ciclo na história do mais antigo e importante time de futebol de Rondonópolis.
Rufino participou de boa parte da história do União. De torcedor apaixonado, chegou a ser técnico e ocupou várias funções na diretoria antes de assumir a presidência. Deixará ao sucessor uma dívida em torno de R$ 150 mil e a missão de superar uma das mais graves crises do clube. Ele reconhece que cometeu erros, mas deixa o cargo atirando contra aqueles que, na sua visão, são os verdadeiros responsáveis pela crise no União e no futebol de Mato Grosso.
Um dos alvos é o Governo do Estado, que desde 2012 adia o pagamento de uma dívida que soma R$ 265 mil. Não fosse o atraso, o União teria evitado a inadimplência e ainda teria recursos de sobra para fazer investimentos.
Outro alvo é o misterioso contrato firmado pela Federação Mato-grossense de Futebol (FMF) concedendo exclusividade de transmissão dos jogos à TV Centro América. Dizem que os valores são milionários, mas os clubes, que fazem o show, ficaram com migalhas. O União, por exemplo, recebeu apenas R$ 16 mil - divididos em quatro parcelas.
Rufino foi um dos dirigentes que endossou a ação judicial visando tornar público o escandaloso contrato. Isso gerou alguns atritos com os cartolas da FMF e, dizem, certa antipatia por parte de setores da imprensa.
Vale dizer que a mesma ação também tenta descobrir quanto o Governo do Estado paga de patrocínio à afiliada da Globo pelas transmissões dos jogos. A suspeita é que temos aí um escândalo semelhante àquele envolvendo a Confederação Brasileira de Voleibol - em que parte do dinheiro pago em patrocínios pelo Banco do Brasil ia parar nas contas de dirigentes e empresários do setor publicitário.
Hummm...