SESSÃO EXTRAORDINÁRIA

Vereadores se preparam para clima de “guerra” na Câmara

Sessão extraordinária definirá amanhã destino de vetos do PCCS. Clima é de tensão com mobilização de servidores

por Robson Morais

23 de Março de 2016, 16h31

Vereadores se preparam para clima de “guerra” na Câmara
Vereadores se preparam para clima de “guerra” na Câmara

Como quase nunca se vê, o consenso entre os 21 vereadores da Câmara de Rondonópolis está instalado. O objetivo é se unir contra um esperado clima de "guerra" na sessão extraordinária marcada para as 9h desta quinta-feira (24). Em votação, os vetos encaminhados pelo Executivo à Casa de Leis das emendas contidas nos projetos do Plano de Cargos, Carreiras e Salários dos servidores municipais (PCCS).

No processo, cada parlamentar será um alvo e cada texto votado um "tiro" disparado por categorias de servidores diretamente ligadas a emendas importantes e polêmicas já previamente vetadas.  Das mais de 100 encaminhadas para a avaliação do Executivo e remetidas aos vereadores, 40 estavam nesta lista, especificadas na pauta na sessão ordinária de hoje (23).

Sobre essas 40, cabe à Câmara manter ou derrubar o veto. Tudo em meio a mobilização das categorias que promete ocupar o auditório da Casa. Em caso de derrubada, a emenda retorna à Prefeitura contando com o aval e sanção do prefeito Percival Muniz (PPS).

Desde a data da devolução do PCCS à Câmara, dentro do prazo estipulado, Executivo e Legislativo tem se reunido e se blindado da possibilidade de mobilização, avaliando individualmente cada uma das emendas vetadas e os impactos orçamentários na conta pública. "Temos conversado e apresentado números que norteiam o estudo. Certamente alguns vetos terão de ser mantidos, outros cabem reavaliação", explicou ao GazetaMT o vereador Ibrahim Zaher (PSD).

Zaher preside a Comissão de Constituição de Justiça da Câmara (CCJ) e foi um dos que tomou frente há três semanas, contrário à aprovação das mais de 100 emendas que foram remetidas ao prefeito. Inconstitucionalidade e elementos descabidos do ponto de vista jurídicos foram apresentados à época.

Neste novo PCCS, revisado e devolvido, a principal polêmica está especificamente em 9 emendas, das quais ao menos 5 certamente terão os vetos mantidos devido ao impacto no orçamento do município, como contou Zaher. "Somados os reajustes, destas cinco, exigidos no texto, haverá um aumento de R$ 18mi/ano", disse.

Quanto as outras 31, o mistério só será revelado na sessão.