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Promotor que já atuou em Rondonópolis se afasta após ser acusado de atrapalhar Operação Ararath

Marcos Regenold foi acusado de tentar proteger o ex-secretário Éder Moraes, preso na última terça-feira pela PF

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23 de Maio de 2014, 13h17

Promotor que já atuou em Rondonópolis se afasta após ser acusado de atrapalhar Operação Ararath
Promotor que já atuou em Rondonópolis se afasta após ser acusado de atrapalhar Operação Ararath

Marcos Regenold já atuou na promotoria de RondonópolisA assessoria do Ministério Público Estadual de Mato Grosso (MPE) confirmou hoje (23) o afastamento temporário do promotor de Justiça Marcos Regenold Fernandes, acusado pela Polícia Federal de tentar proteger o ex-secretário de Estado, Éder Moraes, das investigações deflagradas dentro da 'Operação Ararath'. Segundo o MPE, o afastamento foi solicitado pelo próprio promotor e aceito imediatamente pelo procurador geral de Justiça de Mato Grosso, Paulo Prado.

O promotor Marcos Regenold, que já atuou em Rondonópolis, é integrante do Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco). Ele foi citado nominalmente pelo ministro do STF, Dias Toffoli, que chegou a emitir um mandado de busca e apreensão de documentos no MPE estadual. As suspeitas contra o promotor foram reforçadas pela Procuradoria Geral da República (PGR), que teve acesso a dois diálogos que indicariam uma 'relação espúria' entre Marcos Regenold e Éder Moraes.

Tanto a PGR quanto a Polícia Federal afirmam que o promotor tentou tumultuar as investigações, de modo a proteger Éder Moraes. Por outro lado, Marcos Regenold nega as acusações. Ele admite quer conversado várias vezes com Éder Moraes, mas sustenta que os diálogos visavam negociar uma 'delação premiada' e que chegou a encaminhar à Polícia Federal documentos e informações fornecidas por Éder Moraes sobre atividades ilícitas e corrupção em órgãos públicos de Mato Grosso.

O procurador geral da Justiça no Estado, Palo Prado, disse que o afastamento visa dar mais transparência e assegurar a impessoalidade na apuração das denúncias.

O MPE informa que já abriu uma sindicância para apurar todos os fatos ilícitos atribuídos ao promotor e que o resultado desta apuração deve ser divulgado em 45 dias.