ENFIM A UNEMAT

Entre aplausos, vaias e protestos governador assina acordo

Estudantes, professores e servidores do Estado aproveitaram evento para protestar

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23 de Maio de 2017, 11h24

Entre aplausos, vaias e protestos governador assina acordo
Entre aplausos, vaias e protestos governador assina acordo

A quadra de esportes da Escola Estadual Major Otávio Pitaluga - Eemop, ficou lotada por ocasião do lançamento da Universidade Estadual de Mato Grosso- Unemat. Estudantes de escolas públicas levaram cartazes pedindo melhorias nas unidades de Rondonópolis. Professores e servidores aproveitaram para cobrar do governador a realização de concurso público e o pagamento do Reajuste Geral Anual - RGA.

A reitora da Unemat, Ana Di Renzo, aproveitou para dar boas-vindas aos candidatos que farão vestibular para entrar nos cursos de Letras ou de Ciências da Computação, que iniciam na sequência da divulgação do resultado das provas.

Rodrigo da Zaeli (PSD) falou em nome da Câmara de Vereadores e agradeceu ao governador Pedro Taques pela assinatura do acordo de cooperação entre Rondonópolis e o Estado para a implantação da universidade.Estudantes e servidores protestaram com cartazes e vaias. Foto: Luan Dourado/GazetaMT

Os protestos foram reforçados com o discurso do secretário de Estado de Ciência e Tecnologia, Domingos Sávio, que, mesmo interrompido por vaias da plateia, garantiu que este é o momento da realização do sonho dos rondonopolitano. Além disso, o secretário anunciou cinco cursos técnicos na Escola Técnica Estadual de Rondonópolis e em mais 19 municípios da região.  

Já na fala do deputado Sebastião Machado Rezende (PSC) o público não se conteve e vaiou do começo ao fim do longo discurso do parlamentar. E o deputado Nininho (PSD) foi rápido e agradeceu ao governador em nome da Região Sul do Estado.

Prefeito lamenta protestos

Quando chegou a vez do prefeito Zé Carlos do Pátio usar o microfone foi preciso antes pedir silêncio. "Me deixem falar, alunos e professores. Eu quero aqui dizer que poderíamos ter marcado outro lugar para o lançamento da Unemat. Acabamos escolhendo a escola Eemop, porque acreditamos que aqui tem alunos que precisam da universidade pública. Unemat marca uma nova história para a cidade, agora tem universidade também para pobre".Prefeito Zé do Pátio garantiu também o curso de Direito para este ano. Foto: Luan Dourado/GazetaMT

Zé do Pátio fez questão de lembrar que esta promessa existe há anos e que ninguém se mexeu para concretizar o sonho dos rondonopolitanos.  "Recomendo aos estudantes que tenham cuidado com demagogos e mentirosos, que não sejam usados como objetos para protestar e não receber nada em troca e que jogam vocês contra um governo que faz pela saúde e educação desse Estado. Queria saber onde estão os que mamaram nas tetas do Estado e não trouxeram a Unemat pra cá. Estamos com dois cursos garantidos e vai 'vim' também o curso de Direito", falou o prefeito entre vaias e palavras de ordem.

O prefeito quebrou todos os protocolos e chamou o presidente da Câmara, o deputado Rezende e o governador para o centro do cerimonial e agradeceu a todos.

Pedro Taques apaziguou a plateia

Governador disse que Unemat em Rondonópolis é a realização de um sonho antigo. Foto: Luan Dourado/GazetaMTCom diplomacia, o governador Pedro Taques (PSDB) abriu a conversa com os presentes no evento de lançamento da Unemat, pedindo calma e que todos se acomodassem. "Antes de tudo eu quero agradecer a presença de todos e lembrar que a democracia é a maior conquista do povo brasileiro. Manifestar suas vontades e protestar faz parte dessa conquista. Mas agora eu quero saber se Rondonópolis quer realmente a Unemat, caso contrário eu nem assino o acordo de cooperação. Sabemos da importância e da luta dessa cidade pela vinda da universidade. Agora é realidade".

O governador lembrou que a Unemat existe desde 1990 e desde lá Rondonópolis busca uma unidade local. "Passaram governadores, levaram a Unemat para outras cidades e Rondonópolis foi ficando para trás. Hoje viemos aqui assinar esse compromisso com a cidade. Quanto aos manifestos eu fico tranquilo, porque os cartazes pedem coisas que já estamos fazendo. Por exemplo, o Sintep quer concurso, mas o edital está publicado desde março e ninguém precisa pedir o que já está sendo feito. O RGA também ninguém precisa cobrar, em 2015 e 2016 fomos o único Estado brasileiro que pagou o reajuste. As terceirizações protestadas aqui, devemos entender que não são iniciativas do Estado e sim do governo federal. Então, o que trouxemos aqui foram boas notícias", finalizou o governador Pedro Taques.