“MENTIROSOS”

Um a um, Taques rebate motivos de protestos durante lançamento da Unemat Rondonópolis

por GazetaMT

23 de Maio de 2017, 14h27

Um a um, Taques rebate motivos de protestos durante lançamento da Unemat Rondonópolis
Um a um, Taques rebate motivos de protestos durante lançamento da Unemat Rondonópolis

Irritado, o governador Pedro Taques -PSDB entoou um discurso importante contra cada uma das pautas dos protestos organizados contra seu governo na solenidade que oficializou a vinda da Universidade Estadual de Mato Grosso para Rondonópolis. As manifestações foram organizadas por entidades sindicais, com apoio, principalmente, de estudantes secundaristas.

Importantes as palavras tanto pelo aspecto político quanto pela simbologia, traço do perfil do chefe de Estado. No primeiro dos campos, Taques novamente se colocou oposto ao modelo de gestão que o antecedeu frente ao Governo do Estado. "O PT quebrou o Brasil e o PT não fez concurso público nos seus oito anos de governo", disparou contra uma das reivindicações do Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Público, o Sintep, de simpatia da sigla, que expusera em cartaz a pauta da abertura de concurso público. Antes de sua gestão, nos tempos de Silval Barbosa, Pastas como a Educação pertenciam a membros do Partido dos Trabalhadores. "Ao contrário deles, nós, deste governo, já demos em março o andamento para a realização de um concurso público", frisou.

Sobre os cartazes e pautas em questão, um a um, Taques os seguiu rebatendo. Segurou a assinatura do contrato da Unemat e aguardou pacientemente as vaias do público até que pudesse retomar o raciocínio. Outro tema: o Reajuste Geral Anual dos Servidores do Estado. "Nós fomos o único Estado brasileiro que pagou o reajuste em 2016 e 2016", resumiu. Destaque aqui para os adjetivos diretamente voltados à vice-presidência do Sintep e demais categorias. "Vocês são mentirosos"

Certo que, Buxixo estava presente e pôde conferir, boa parte dos nervos enfurecidos era fanfarra de secundaristas. Ainda no discurso do prefeito de Rondonópolis, José Carlos do Pátio -SD, antes de Taques, já havia se esvaziado em boa parte o salão, até então tomado pelos alunos, da escola Estadual onde fora promovida a solenidade. Natural, pois foram, de fato, convocados por professores sob o acordo de dispensa da aula no período da tarde (a coluna apurou com alguns alunos) e não teviveram -nem teriam, por conta dos execessos hormonais- saco para parmenacerem durante todo o evento. Deixemos isso de lado, entretanto. Voltemos a Taques.

No campo da simbologia, o que Taques conseguiu foi trazer para si uma absoluta desconfortável situação. Chegou sob protesto, mas ao final garantiu aplauso, exceto pela insistência do movimento sindical. Tido como arrogante, pouco político, autoritário. Desde o início do mandato, alguns foram os enfrentamentos de Taques contra os próprios servidores.Em sua defesa, se acostumou a usar o argumento dos viciados pelo jeitão Silval Barbosa de governar. Principal defensor da moralidade, o atual governador se elegeu com a promessa de arrumar a casa nos primeiros quatro anos.

Se conseguiu, não se sabe. Há tanto o sim quanto o não. Mas uma coisa é certa: tem peito para bancar seu lado o "baixinho".