EM BRASÍLIA
Longe do estigma da “motosserra”, Ministro Blairo Maggi atende Confederação Nacional dos Pescadores
23 de Junho de 2016, 09h27
Representantes da Confederação Nacional dos Pescadores e das 27 federações se reuniram nesta quarta-feira (22) com o ministro da Agricultura Pecuária e Abastecimento, Blairo Maggi, para apresentar um documento contendo reivindicações do setor, dentre as quais, o pedido para que as colônias de pescadores voltem a controlar, junto ao Ministério, o processo de cadastramento dos profissionais nos estados e municípios. Novamente, a postura de Maggi neste início de comando junto ao governo interino de Michel Temer surpreende e o sinaliza como um líder distante daquele outrora citado como "motosserra de ouro".
Acostumados a um Maggi focado no "agronegócio a todo e qualquer custo", ambientalistas, trabalhadores do campo e imprensa jamais imaginavam que o atual ministro levantaria com seriedade as bandeiras que tem defendido na capital Federal. A nomeação do mato-grossense pra a Pasta da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, tem sido vista como um avanço para as questões ambientais, especialmente, em virtude de mudanças feitas em suas propriedades, que compõem o conglomerado de empresas da Amaggi.
Especialistas que antes se revezavam para o embate frente à nomeada dos tempos de Dilma Kátia Abreu hoje definem o novo empossado como "esperança". De volta à pesca, especificamente em relação a Mato Grosso, o ministro pediu à presidente da federação mato-grossense de pescadores, Elisa Bastos, que organize no estado uma reunião com as colônias. O encontro ainda não tem data prevista. Atualmente existem cerca de sete mil pescadores profissionais cadastrados pelas colônias em Mato Grosso. Contando com os aposentados, esse número chega a quase 15 mil.
Em contrapartida, Maggi pediu apoio às federações e colônias para que ajudem no processo de fiscalização do cadastramento, indicando quais os profissionais realmente atuam no setor. Sobre a cobrança do pagamento do seguro defeso em atraso, o ministro lembrou que a responsabilidade não é do Ministério da Agricultura, mas da Receita Federal e da Previdência Social.
Segue Maggi na contramão de um governo recente, capenga e envolto a ministros que caem feito fruta madura. Ponto para o mato-grossense.