COPA DO MUNDO FEMININA

Contra uma França forte e favorita, Brasil confia em sua essência e seus talentos

por G1

23 de Junho de 2019, 13h19

Contra uma França forte e favorita, Brasil confia em sua essência e seus talentos
Contra uma França forte e favorita, Brasil confia em sua essência e seus talentos

Não se trata apenas da euforia diante de uma seleção forte que joga a Copa do Mundo em casa. O favoritismo da França é sentido e, de certa forma, reconhecido pelo Brasil.

Antes superior do que as próximas adversárias dentro do cenário mundial do futebol feminino, a Seleção chega às oitavas de final tentando mostrar que, apesar do trabalho bem feito das francesa nos últimos anos, a essência brasileira e seus talentos ainda são capazes de façanhas que contrariam qualquer projeção.

Esse é o pensamento da seleção brasileira que entra em campo neste domingo, às 16h (de Brasília). TV Globo, GloboEsporte.com e SporTV transmitem ao vivo. O jogo vale vaga nas quartas de final do Mundial e será disputado em Le Havre.Assim como tem acontecido em todos os jogos da França, a expectativa é novamente de casa cheia.

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Nos últimos dias, desde que se teve e confirmação do confronto com as anfitriãs, o Brasil se tornou centro das atenções para a mídia local que acompanha a Copa do Mundo. Na véspera do duelo, o técnico Vadão e a atacante Debinha concederam entrevista coletiva e receberam uma chuva de perguntas de franceses.

Por algumas vezes, tiveram de repetir que era possível vencer as adversárias.

- Apesar dos problemas que tivemos, temos uma seleção que tem condição de fazer frente à França. A França tem torcida a seu favor, vive momento especial, quesitos que favorecem, mas tecnicamente falando, as coisas só vão se resolver no campo. Nós nos sentimos muito confiantes em relação ao jogo - disse o treinador brasileiro.

Nesta Copa do Mundo já se conhece os motivos que tornam a França uma das favoritas no duelo deste domingo e também ao título.

Mas além da garra que as jogadoras têm mostrado diante das adversidades, quais motivos temos para acreditar que o Brasil é capaz de superar mais uma vez os problemas recentes, surpreender e frustrar as donas da casa diante de sua torcida?

A melhor de todos os tempos. Por mais tempo

Marta desembarcou na França rodeada por dúvidas. A lesão na coxa esquerda sofrida no início da preparação a tirou da estreia do Mundial. Jogou 45 minutos na segunda partida e quase 80 minutos no terceiro compromisso do Brasil. Após bater o recorde de gols em Copas do Mundo, a camisa 10 disse, na saída de campo, que ainda não estava 100%. E que isso viria gradativamente.

Agora, a expectativa dela e da comissão é de que no duelo decisivo a capitã aguente o jogo inteiro. Um peso técnico e psicológico para o time. Ficou claro, principalmente na virada sofrida diante da Austrália no primeiro tempo, que a presença de Marta influencia não só as brasileiras, mas também a forma como as adversárias encaram a Seleção.

A força de uma Formiga

Aos 41 anos e disputando a sétima Copa do Mundo, Formiga é tratada como insubstituível pelo técnico e pelas companheiras. Suspensa, não jogou contra a Itália e passou os últimos dias em tratamento de uma entorse no tornozelo. Voltou ao campo na véspera da partida. A presença não foi confirmada pelo técnico Vadão, mas a expectativa da comissão técnica e médica é de poder contar com a veterana no duelo.

Formiga pode não ter a mesma velocidade de outros tempos, mas sua leitura de jogo será fundamental para o Brasil tentar impedir avanços do forte ataque francês. Além disso, a camisa 8 atua na liga da França e está acostumada a enfrentar nomes como Amandine Henry, Le Sommer e Wendie Renard.

O caminho até as oitavas:

O Brasil teve uma primeira fase irregular, com vitória tranquila sobre a Jamaica por 3 a 0, derrota amarga para a Austrália por 3 a 2, depois de ter aberto dois gols de vantagem, e a classificação suada ao bater a Itália por 1 a 0. As brasileiras ficaram atrás das italianas por causa do saldo de gols e das australianas por conta dos gols pró.

A França, por sua vez, chega invicta ao mata-mata. As donas da casa sofreram apenas um gol na primeira fase - contra, marcado pela zagueira Renard. Nos últimos 17 jogos, as adversárias da Seleção só perderam uma vez.