Incansáveis
Em greve, professores realizam protestos na tentativa de pressionar Governo
23 de Julho de 2019, 15h33
Os professores da rede estadual realizam na tarde desta terça-feira (23) uma vigília em frente à Assembleia Legislativa. Fora das salas de aulas há quase dois meses, os profissionais da educação seguem firmes no movimento grevista. São inúmeras as manifestações da categoria, somente neste início de semana, o Sindicato dos Trabalhadores da Educação de Mato Grosso (Sintep-MT) já encabeçou três protestos.
Na manhã de ontem (22), os professores amanheceram acorrentados em frente ao Palácio Paiaguás, já durante a manhã desta terça-feira (23), a aglomeração dos profissionais, novamente acorrentados, foi durante a solenidade de reabertura do Hospital Estadual Santa Casa. Incansáveis, os professores em greve não abrem mão da principal pauta da categoria, que é a exigência do cumprimento da Lei Estadual 510/2013, que prevê um reajuste anual de 7,69% acima da inflação, para garantir a dobra do poder de compra dos salários dos professores até o ano de 2023. Sem avanços nas negociações com o Executivo, a categoria realiza diversas manifestações, na tentativa de pressionar o Governador Mauro Mendes (DEM).


Nesta segunda-feira (22) o Buxixo publicou uma declaração do Governador em relação aos protestos realizados pelos professores. Por meio de nota, Mendes destacou que desde o início da greve, que começou no dia 27 de maio, o Estado tem dialogado de forma franca e honesta com a categoria. Atendendo a maior parte das reivindicações como, por exemplo, o pagamento de 1/3 de férias dos servidores contratados, melhorias na infraestrutura das escolas, ao todo, o governo do Estado prevê o investimento de quase R$ 115 milhões na Educação, ainda este ano.
O governador reforçou ainda, que o Governo está impedido de conceder o pagamento da Lei Complementar 510/2013 e da Revisão Geral Anual (RGA), pois o Executivo ainda está com o limite da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) extrapolado, gastando 58,55% de suas receitas com o pagamento dos servidores.
Corte de ponto
O Executivo propôs suspender o corte de forma imediata e repor os pontos cortados em duas parcelas, desde que os professores retornassem às salas de aulas. A proposta foi resultado de uma audiência de conciliação, mas não foi acatada pelo Sintep/MT.