Porta-voz: Mauro Campos diz que vereadores não queriam prejudicar Coder e nem o município
23 de Agosto de 2014, 01h30
O vice-presidente da Câmara Municipal, Mauro Campos (PT), atuou ontem como uma espécie de 'porta-voz' do grupo que impediu na última quarta-feira a votação de projetos importantes para a manutenção de programas como o Samu e a sobrevivência da Companhia de Desenvolvimento de Rondonópolis (Coder).
Em entrevista ao vivo ao programa 'SBT Comunidade', da TV Rondon, ele tentou explicar o inexplicável. Para cumprir a difícil missão usou uma tática antiga: misturar verdades com invenções.
Mauro Campos deixou entender que os vereadores que votaram contra a urgência dos projetos, impedindo a votação, não sabiam do que se tratava. Impossível. Além do destino dos recursos estar descrito nos respectivos projetos, vários vereadores fizeram o alerta na tribuna da Câmara. Elton Mazett (PSC), Tiago Muniz (PPS), Rodrigo da Zaeli (PSDB) e o próprio líder do prefeito, Aristóteles Cadidé (PDT) foram alguns que falaram dos riscos que a não aprovação traria principalmente à Coder. O registro pode ser conferido nas atas e também nas gravações da sessão.
Por outro lado o vereador está correto ao criticar a indiferença com que os projetos foram tratados pelo próprio Executivo. Apesar da relevância das matérias, não havia naquela sessão nenhum representante da Prefeitura credenciado para esclarecer dúvidas e tentar convencer os vereadores da necessidade da aprovação. Faltou, no mínimo, empenho.
Na entrevista Mauro Campos adotou um tom ameno e garantiu que o grupo votará os projetos na sessão extraordinária convocada para a próxima segunda-feira (25). Segundo ele, os vereadores não são contra a Coder e nem querem prejudicar o município.
Agora é aguardar para ver se de fato todos os vereadores se preocupam com o município. E, é bom dizer, se o Executivo também tem essa preocupação...