RONDONÓPOLIS

UFMT demite professor suspeito de filmar alunas nuas no banheiro

Caso foi denunciado em setembro do ano passado, quando uma aluna registrou um boletim de ocorrência

por Do G1

23 de Agosto de 2017, 11h43

UFMT demite professor suspeito de filmar alunas nuas no banheiro
UFMT demite professor suspeito de filmar alunas nuas no banheiro

Um professor do curso de medicina da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) em Rondonópolis foi demitido por supostamente filmar uma aluna em um dos banheiros da instituição. O caso foi denunciado em setembro do ano passado, quando uma aluna registrou um boletim de ocorrência contra Marcondes Alves Barbosa da Silva e denunciou o caso.

Ele negou que tenha filmado a estudante e deve recorrer da demissão. Por meio de assessoria, a UFMT confirmou a demissão do professor.

À época, de acordo com a Polícia Civil, a estudante contou que foi em um dos banheiros da universidade e, quando estava numa das cabines individuais sem roupa, avistou um celular embaixo da porta.

Neste momento, ela empurrou a porta da cabine e saiu, porém não viu ninguém. A aluna decidiu esperar do lado de fora até que a pessoa saísse.

Ainda segundo o depoimento dela, pouco tempo depois, o professor saiu de dentro do banheiro feminino, usando o telefone. A estudante o confrontou e pediu que ele apagasse as imagens.

O professor teria admitido que estava filmando a estudante e alegou que tinha problemas, mas que apagaria as imagens do celular.

Marcondes afirmou que não há provas contra ele e que deve recorrer da demissão para voltar a lecionar na instituição. "Esta demissão é uma injustiça porque eu não filme ninguém", declarou.

Quando o caso foi denunciado, as universitárias fizeram um protesto contra o professor. Elas se pintaram de vermelho e usaram faixas na boca para protestar contra o desrespeito às mulheres. Elas se mantiveram em silêncio durante a comemoração dos 40 anos da instituição naquele município. Na boca, faixas com a frase "o silêncio aterroriza" simbolizavam os casos de violência que não são denunciados.