À VENDA, SIM
Pacote de privatizações chegou à Eletrobrás. Tem muito mais
23 de Agosto de 2017, 09h02
Em setembro de 2016, o então presidente recém imposto Michel Temer -PMDB lançou o 'Crescer', um pacote de concessões e privatizações de 25 projetos para 2017 e 2018, focado na tal 'Ponte para o futuro'. Na lista estavam ativos em rodovias, ferrovias, terminais portuários, mineração, geração e distribuição de energia e saneamento.
Logo após o lançamento, o governo começou cumprir sua meta. O chamado "entreguismo" do governo se iniciou pelo leilão de quatro grandes aeroportos.
No meio ambiente, o Governo baixou a guarda e trocou sua soberania pela venda de terras a grupos estrangeiros e canadenses exploradores de minérios, incluindo a venda de regiões fronteiriças. A informação foi confirmada em junho pelo comandante do Exército, Eduardo Villas Bôas.
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O mesmo comandante atacou Temer pela canetada absurda em detrimento ao ambientalismo, apontando populações que mais dependem da terra como principais prejudicadas. Entre elas, os indígenas, recentemente derrotados com cortes na Fundação Nacional do Índio -Funai e com o parecer vinculante favorável à intenção da bancada ruralista quanto à demarcação de terras. "Abandonados à própria sorte", definiu o Villas Bôas.
A bancada, inclusive, teve e tem apoio irrestrito do governo, com direito a desconto de até 60% em processos que resultaram em multa, frouxidão quanto à utilização de agrotóxicos isenção de R$8,6 bilhões em impostos da Previdência.
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Também com estrangeiro foi negociada a primeira Usina de Etanol de Milho, em Mato Grosso. As terras, segundo revelado pelo jornailista Alceu Castilho, pertencem ao grupo ligado a Bruce Rastetter, um aliado do presidente norte-americano Donald Trump e "maior financiador dos republicanos no estado de Iowa", segundo o repórter.
Nesta semana a privatização da Eletrobrás, elogiada por parte dos governistas e alvo de duras críticas da oposição. A desestatização da empresa do setor elétrico promete melhorias e vive seu momento de valorização especulada.
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Assume-se o governo um incompetente e incapaz representante de seu povo, carente da ação de investidores que nada mais querem é lhe sugar o lucro.
A história se repete em argumentos que falsamente embasam as decisões. Hábito antigo, o governo de Fernando Henrique Cardoso, de 1995 a 2003, executou as maiores privatizações da história do Brasil: cerca de R$ 78,6 bilhões.
Caso absurdo, a então Vale do Rio Doce foi vendida, na época, a um grupo estrangeiro por uma pequena parcela do montante que, de fato, valia. A mesma empresa, em 2015, foi responsável pelo maior desastre ambiental já registrado no país: a lama de Mariana -MG.
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Temer segue à risca a cartilha que durante os governos petistas fora substituída pela concessão. Neste sistema, uma diferença simples: o governo e o país não cedem à inciativa privada.
O novo velho módus operandi retoma a venda do Brasil.